quarta-feira, 28 de abril de 2010

"Meu anjo"

Dia lindo! Finalmente o sol apareceu pra colorir a vida. Não, eu não vou reclamar do frio, porque alguém vai dizer: "O sol tá quente" e tenho certeza que muitos doentes estão com o ar condicionado de seus escritórios/casas/carros ligados no gelado. Também não vou comentar da madrugada gélida que tivemos, que às 7h estava 9,2° (informação da Somar Metereologia) e às 13h estava 29,1° (informação do meu termômetro da sacada). Legal, né? Uma variação de 20 graus! Saí na rua há pouco tempo e passei frio, vestindo calça, blusa, casaco e chinelo. No sol até que fica levemente agradável, mas agora dentro de casa com o sol batendo na minha cara tô louca de calor! Já tirei o casaco, fiz a calça virar bermuda e estou suando. Mas eu não vou falar disso, agora não, vou falar o que eu quero mesmo falar.

Não entendo qual a dificuldade que algumas (muitas) pessoas têm de nos chamar pelo nome. Dá pra entender quando, por exemplo, a criatura se chama "Onigmolino", como um senhor que conheci há alguns anos. Aí é perdoável chamá-lo pelo sobrenome, apelido, codinome ou o caralho-a-quatro, mas nomes comuns e fáceis não têm mistério, é simples e não dói. Liguei agora pouco pra pedir água mineral e a menina perguntou meu nome, eu respondi e logo ela já usou o diminutivo dele pra fazer as outras perguntas. Eu disse com todas as oito letras em alto e bom som meu nome e ela decidiu me chamar por um apelido sem eu dar essa liberdade. Tá certo que todas as pessoas que me conhecem me chamam pelo diminutivo, mas eu acabei de conhecer a "moça da água" e ela já vem com intimidades? Não gosto disso. É, eu sou chata.
Mas o pior ainda estava por vir. Perguntei quanto tempo levaria para fazer a entrega e com a maior naturalidade ela me disse: "Olha meu anjo apesar do movimento, te entrego até às 16:30". Ela me chamou de MEU ANJO! Ultrajante! Não era mais o diminutivo do meu nome, agora era um apelido carinhoso e ridículo. Sinto que agora sou íntima da moça da água, vou aproveitar e pedir dinheiro emprestado pra ela, se eu sou um anjo devo ser confiável, né? As pessoas confiam nos seus anjos. Eu nem sei se acredito em Deus, imagina em anjos? Porra, eu não sou um anjo, eu poderia ser uma assassina em série matadora de entregadores de água, aí será que ela se sentiria bem tendo sido tão minha amiga? Eu poderia ser amante do marido dela. Eu poderia ser a Suzane Richthofen. Ou pior ainda eu poderia ser a Miranda Priestly, do Diabo Veste Prada. Entendo que alguns vão dizer: "É modo de falar, não seja tão implicante", mas eu não gosto disso! Crianças podem ser chamadas de anjo, não que eu concorde, mas elas têm mais chance de pelo menos parecerem seres angelicais. E eu não sou criança, garanto que sou mais velha que a moça da água. Será que tenho voz de criança? Minha voz é de taquara rachada eu sei, mas não serve como voz de criança, né? Tipo a Iara Jamra, aquela atriz que faz a Nina no Rá-Tim-Bum, a voz dela é assim de verdade sabiam? Pois é. E eu até que imito ela, mas não tenho voz de criança e ponto final.

Da próxima vez que me tratarem por meu anjo ou algo parecido, vou perguntar o motivo, juro que vou. Ou talvez eu simplesmente responda: "Mas quero a água Fonte de Belém tá, meu satanás?"

terça-feira, 27 de abril de 2010

Insônia

03:42 - Insônia devido à fome. Acontece muito, eu deito já com um pouquinho de fome e demoro a dormir. Essa demora vai me deixando nervosa porque fora o fato de eu ter que acordar às 9:30 da madrugada, tenho preguiça de levantar, percorrer o longo caminho de cinco passos até a cozinha e comer algo. Isso é muito difícil, pior ainda é achar algo de comer, que não necessite de preparo. Aí aconteceu o pior: minha barriga roncou tão alto que acordou o "rapaz" ao meu lado. Tive que levantar, comi um enorme croissant de presunto e queijo, um bolinho decorado que ganhei de páscoa e o resto de um Cheetos Bola, que apodrecia há semanas na fruteira. Vim pra sala e liguei a TV, esse é o tipo de coisa que não devo fazer nessas horas porque sempre tá passando algo que eu adoro, ao contrário de noites em que posso assistir TV a madrugada inteira e só passa programas religiosos. Acontece que está passando um episódio que eu nunca assisti da Veronica (Mars), mas isso não é novidade porque eu nunca consigo acompanhar os episódios, pois o SBT é uma droga! Enfim, a Veronica foi atacada e quase estuprada por coleguinhas da faculdade, mas eles foram presos e tudo acabou bem, como (quase) sempre. Às vezes penso que seria legal ter um pai xerife, se existisse isso aqui, porque o Keith sempre a salva, ele é um pai muito dedicado.

Acho que devo tentar dormir agora porque já está passando jornal na TV e daqui a pouco vou ficar com fome de novo. E não sobrou nada pra comer que não precise ser preparado e a preguiça mata. Fui!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Acabou...

Com um atraso de mais de dois meses fiquei sabendo hoje que o Cordel do Fogo Encantado acabou. Acabou acabado! Por que isso acontece? Sei que é a vida, as coisas começam e acabam, nada é pra sempre e músicos uma hora ou outra querem explorar novos caminhos, mas tinha que ser agora? Tão cedo... eu nem assisti show deles nos últimos três anos, estava esperando 2010 pra isso. Só descobri porque fui olhar a agenda deles no site e vi que estava suspenso, aí achei a notícia do término. Fiquei desolada. Por que grupos de funk não acabam? Nem de axé? Ou as mulheres frutas amadurecem e caem do galho? Sei que é preconceito, mas fico realmente triste quando as coisas que eu gosto acabam ou mudam ou morrem. Mas pra não dizer que tudo é ruim (porque por mais desgraçada que seja a situação, uma boa menina sempre tem que "olhar pelo lado positivo" grrrrr), fiquei contente pelo motivo que levou o grupo ao fim. Lirinha, um dos fundadores, anunciou alguns dias antes sua saída do Cordel e os guris que permaneceram acreditavam que sem Lirinha a continuidade do grupo ficava impossibilitada, legal, né? É como se eles tivessem ficado tristes e não quisessem continuar a vida do grupo sem ele, que lindo! Porque eu não conheço uma banda que tenha continuado igual após a saída de um importante componente, tá certo que não conheço todas as histórias de todas as bandas, mas sempre muda alguma coisa. Se bem que mudar não é ruim, mas pra mim é, não gosto de mudanças e como esse Blog é meu, eu tenho o direito e a liberdade pra expor única e exclusivamente a minha opinião, ok? Enfim, talvez daqui a pouco Lirinha e os outros guris - mesmo separados - apareçam com alguma coisa maravilhosa pra gente prestigiar, porque tudo que vem deles é bom e digno de admiração.

Pra quem não conhece o Cordel vou colar a letra da minha música favorita deles, bonita e romântica, pra quem acredita no amor ou para quem, assim como eu, apenas finge que ele existe, rsrsrs. Foi difícil escolher apenas uma e depois de toda a indecisão descobri que não sei salvar vídeos, por isso vou colocar apenas a letra e assim que eu aprender coloco aqui, porque ouvir o Cordel é infinitamente melhor do que apenas ler as letras. A composição é de Interpretação De Imagens Vindas, na Música Dos Emboladores Da Pracinha Do Diário - Adaptação: Lirinha.


OS OÍM DO MEU AMOR

Ê nunca mais eu vi
Os oím do meu amor
Nunca mais eu vi
Os oím dela brilhar
Nunca mais eu vi
Os oím do meu amor
São dois jarrinho de flor
E todo mundo quer cheirar


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Vou sentir falta, muita falta do Cordel... que tem um bom espaço na trilha sonora da minha vida. E daqueles shows deliciosos que assisti no Opinião.

Tá e aí?

Será que não vai parar de chover nunca mais?!?! Que saco...

Pelo menos consegui lavar meu cabelo, o que não é tarefa fácil, ainda mais com esse frio. Ai ai... que preguiça.

Noite de domingo

Como pode alguém dizer que 20 graus não é frio? A sensação térmica deve ser de uns 16, e isso é quase inverno! Eu sempre digo que vou anotar na minha agenda (quando eu me presto a comprar a agenda do ano, no mesmo ano em que estou) como o clima se comportou dia-a-dia nessa maravilhosa Porto Alegre. A cidade do clima ameno, com as quatro estações superdefinidas, de padrão europeu, onde os britânicos ops, porto-alegrenses andam com os vidros fechados de seus carros importados com o adesivo “Crack Nem Pensar”, amedrontados quando o malabarista da sinaleira vem buscar suas moedas. Estou mudando de assunto, desculpe, meu pé gelado apesar da meia e do edredon me lembrou que a conversa era outra. Estava falando sobre essa noite de domingo fria, chuvosa e entediante. Mas não tão deprimente como costumam ser as noites de domingo, não só porque meu time ganhou o Grenal e está bem perto da conquista do Gauchão, mas porque assisti alguns filmes desde a madrugada passada e filmes me alegram! Mudei de assunto mas não voltei ao inicial, vamos ao frio então (que horror). Mas já que não posso fugir do frio, ainda, gostaria apenas que ele viesse devagar, aos poucos, pra eu ir me acostumando e não que no mesmo dia a temperatura oscilasse entre 14 e 30 graus, porque não há saúde que aguente. A ideia de acompanhar o comportamento do clima durante o ano parece besta, mas pode me dar dados importantes para contradizer aqueles que veneram Porto Alegre por seu clima. Não me entenda mal, eu adoro minha cidade, de verdade! Nasci aqui, cresci aqui e estou aqui há 29 anos (que deprimente! (pelos dois motivos: nunca ter saído daqui e estar beirando os 30)) Tem a Feira do Livro, o rio-que-não-é-rio Guaíba, o TSP, o tricolor melhor time do mundo, o chimarrão, a Cidade Baixa e etc, mas vamos ser sinceros, né? O povo daqui é muito fanático, chega a dar nojo, é como se fossem superiores ao resto da humanidade. Até eu que tenho um gênio complicado e sou de difícil convivência, que defendo com unhas e dentes as coisas/pessoas que amo, acho esse fervor excessivo um desrespeito. É louvável esse patriotismo (hã?) e tal, mas tudo tem limite e a verdade tem que ser dita: faz calor de 30 graus em agosto, faz frio de usar blusa de lã em dezembro, chove torrencialmente no outono e em fevereiro não queira curtir praia porque é frio e chove! Então eu juro, que a partir de 2011 vou anotar na minha agenda (de 2011, que vou comprar até dia 05 de janeiro de 2011) as máximas e as mínimas de temperatura que meu termômetro da sacada marcar, e vou ainda observar o quanto choveu ou o quanto o sol estava quente. Aí depois disso quero ver se algum corajoso vai propagar aos quatro ventos que Porto Alegre é a melhor cidade pra se viver, que o clima é ameno, que as pessoas são felizes e educadas. Só por cima do meu cadáver! Porque com meus dados que serão transformados em informação através de um longo estudo quali-quantitativo (socorro!) vou provar que essa cidade é boa apenas pra se ter amidalite, gripes e todas as doenças provocadas pelas constantes e desgraçadas mudanças de temperatura!

Bem, talvez eu não perca tanto tempo com esse estudo e simplesmente saia de vez do sul do país para uma cidade paradisíaca lá de cima, onde faça 30 graus todos os dias o dia inteiro! Bem melhor, né?