quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Decepção



Decepção mata? Felizmente não, mas dá uma dorzinha. Às vezes bem de leve outras vezes mais doída. Tipo a dor de estômago que estou hoje, que aliada ao desengano atual faz tudo ficar uma bagunça dentro de mim.

Por que as pessoas crescem? Por que crescem e se tornam idiotas? Por que namoram pessoas estúpidas? Por que esquecem dos amigos? Por que casam (com as estúpidas) e nem avisam? Por que não convidam os amigos pro enlace? Por que tantos porquês? 31 anos e tantas dúvidas. Na real acho que preciso aceitar, me conformar com as mudanças, esquecer alguns (des)afetos e tocar o barco. Assim é a vida, dizem.

Mas por mais que o barco siga seu rumo (odeio metáforas!) é difícil não pensar, não remoer. É difícil não torcer para que um dia o arrependimento bata e as pessoas percebam que deixaram um amigo verdadeiro lá atrás.


Lealdade é algo raro, raríssimo, tanto quanto a dedicação àqueles que nos querem bem e que estiveram próximos por tantos anos. E eu não me refiro à gratidão, isso eu não quero. Eu quero mais. "Eu quero sempre mais. Eu espero sempre mais de ti".

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Oito anos depois...

Madrugada de 28 de setembro de 2003. Frio, bem frio. Lá pelas 5h começou uma cerração, que só fazia deixar o clima mais triste ainda. Parece que foi ontem, mas lá se vão 8 anos.

Foi um dos dias que me senti mais sozinha no mundo. Tava lá com mãe, pai, irmã, parentes, mas nenhum amigo e isso me deixou mal pra cacete! Não tão mal quanto o fato em si, óbvio, mas queria ter alguém pra dividir um litro de vinho e reclamar da vida. Vida que há poucas horas havia sito tirada de uma das pessoas mais carentes de amor que eu já conheci. Sem amor de pai e mãe, afastado dos irmãos, renegado por muitos, levou vários golpes da vida e sempre se virou sozinho. De fato, eu não tinha porque me sentir sozinha naquela noite se pensasse direito em tudo que ele havia passado...

É foda ver o quanto a vida é complicada pra alguns. E não complicações
do tipo: ah não tenho roupa pra ir na festa sábado, meu cabelo tá uma palha, espero pelo ônibus por meia hora todo dia! Ou até mesmo: que droga, meu pai não me deu o carro quando passei no vestibular, deus! não consigo um marido e já vou fazer 25 anos! Bobagens... Fico me perguntando como algumas pessoas conseguem sobreviver a tantos infortúnios, da onde tiram força? Definitivamente não sei, mas elas têm força e sobrevivem. Pelo menos até os 36 anos, quando são levadas por uma doença tão horrenda e avassaladora.

Difícil aceitar, entender uma perda, mais ainda quando de modo precoce, breve e conturbado. Tanto tempo depois, os momentos bons foram se fortalecendo na memória e passei a questionar menos os porquês. Lembro que foi ele quem me contou história pra dormir pela 1ª vez e da gente brincando de 'comidinha' com os chuchus lá do pátio. Lembro de quando ele teve caxumba, de quando a mãe expulsou ele de casa e uns dias depois ele me chamou lá na esquina pra dar uma foto (3x4!) pra que eu não o esquecesse, rs. Lembro da Carla ensinando ele a escrever o próprio nome e lembro dele anotando o telefone de alguém na parte de baixo do beliche (e o surto que a mãe teve). Lembro de duas loucas brigando por ele na esquina, se atirando em poças de água, coitadas... Lembro de tanta coisa legal e tento não pensar nas suas últimas semanas ainda com vida.

Daquela noite de 2003 lembro que amanheceu um dia lindo! O sol brilhante tomou o lugar da cerração e aquela saga estava por acabar. Despedidas, lágrimas e saudades sob um céu azul
deslumbrante. A partir daí não lembro de mais nada, nadinha. Estranho... Acho que cada um seguiu pra sua casa e foi viver sua vida, eu devo ter feito isso também.

E agora pouco acabo de acender uma vela cor de laranja perfumada (sugestão do rapaz!) pra 'alumiar os caminhos'. Eu não acredito, mas a luz da vela ficou bem bonita e iluminou a sala de um jeito discreto e delicado, como certa pessoa...

domingo, 18 de setembro de 2011

Clipe novo, de presente pra nós!

Pra matar a saudade e lembrar (os desavisados maldosos) o verdadeiro motivo pelo qual ela vai fazer tanta falta: o talento.



(Tony Bennett & Amy Winehouse cantam Body and Soul)


Ah e também pra não deixar passar em branco o dia 14 de setembro, quando ela completaria 28 aninhos!

Saudades de quem, assim como eu, dizia pra quem quisesse ouvir que não prestava, que era encrenca (vide You know I'm no good).


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Há tempos... e a solidão inveterada

"Parece cocaína
Mas é só tristeza
Talvez tua cidade
Muitos temores nascem
Do cansaço e da solidão
Descompasso, desperdício
Herdeiros são agora
Da virtude que perdemos...

Há tempos tive um sonho
Não me lembro, não me lembro...

Tua tristeza é tão exata
E hoje o dia é tão bonito
Já estamos acostumados
A não termos mais nem isso

Os sonhos vêm e os sonhos vão
E o resto é imperfeito

Dissestes que se tua voz
Tivesse força igual
À imensa dor que sentes
Teu grito acordaria
Não só a tua casa
Mas a vizinhança inteira...

E há tempos
Nem os santos têm ao certo
A medida da maldade
E há tempos são os jovens
Que adoecem
E há tempos
O encanto está ausente
E há ferrugem nos sorrisos
Só o acaso estende os braços
A quem procura
Abrigo e proteção...

Meu amor!
Disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem
Lá em casa tem um poço
Mas a água é muito limpa..."






E o vazio só aumenta. Ele sente sua energia esvair, mas não sabe o motivo. 30° lá fora e ele o dia inteiro na cama, dormindo, sonhando, pensando, chorando, sofrendo, querendo sem saber o que querer. Angustiado ele tenta manter um diálogo banal com alguém, em vão. Impossível se concentrar em qualquer assunto. Ele responde que está ótimo, para a irmã ao telefone. O que mais pode dizer? Que preferia estar morto? Isso não é coisa que se diga à irmã. Ela não entenderia... O estômago dói porque, afinal, ele não comeu nada desde sábado à noite. Ele queria um abraço, mas não tinha coragem de pedir. Queria que alguém o confortasse, o fizesse se sentir vivo, amado, aceito. Ele precisava de cuidado, de carinho, da atenção do outro, para se perceber ele mesmo novamente. E o que vai ser dessa noite? Ele espera, confiante, passar por essa noite em paz. Que os demônios durmam, que ele durma, que o sol nasça e faça desse novo dia um alívio para sua alma.

domingo, 4 de setembro de 2011

O clube do filme - O livro


Terminei agora de ler 'O Clube do Filme', de David Gilmour. De todos as escritas do livro, a que mais gostei foi a dedicatória de quem me presenteou:


"Para minha melhor amiga, o que há de grandioso.
Para minha melhor amiga, um clube cheio de filmes com diversão e entretenimento. Para minha melhor amiga, a mais louca das bibliotecárias! E nós sabemos: para ser dos melhores é preciso ser louco!"


Fico pensando se essa história (verídica) tivesse acontecido comigo. Tirando todas as impossibilidades e só imaginando, se minha mãe tivesse permitido que eu não fizesse o ensino médio, que me irritava com a inutilidade da matemática, física, química, etc. Em troca eu não precisaria trabalhar, mas deveria assistir com ela a três filmes por semana, escolhidos por ela. Acredito que - apesar de ser arriscado supor algo desse tipo - duas coisas certas resultariam disso:


1) Eu não teria ensino superior hoje, porque já foi difícil tendo estudado na época certa, por pior que fosse minha escola, ainda assim me ajudou pra alguma coisa.



2) Os filmes escolhidos pela minha mãe não seriam as obras primas que David escolheu. E isso não é um ponto negativo, muito pelo contrário! O cara é crítico de cinema e como todos dessa categoria são superintelectuais e exageradamente esnobes, só importa o cinema-arte. E eu tô cagando pra isso!


Aprendi a gostar de filmes com minha mãe, assistindo tudo que passava na nossa televisão preto e branca sem antena nos anos 80, que o som aumentava e dominuía sozinho. Pobreza? Falta de cultura? Não! Comecei a ir ao cinema bem pequena, levada por minha mãe. E se hoje sou apaixonada por filmes o mérito é dela, obrigada mãe! Não fossem aqueles filmes de terror e os romances que assistíamos à noite, e os dramas e aventuras da sessão da tarde, hoje eu não apreciaria filmes. Filmes simplesmente, mesmo sem a tal arte, porcarias, aqueles sem noção, mas que me divertem, que me dão prazer. Uma boa história, mesmo com péssimas atuações e vice-versa, ou mesmo aqueles que me fizeram perder duas horas da minha vida que jamais vou recuperar hehehe. Eu gosto mesmo é da sensação de estar em frente à tv, comendo chocolate e viajando na onda (uhu sou do surf agora!) do filme!







sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sobre a Igreja, estupro e assassinato

Quase que diariamente eu me pergunto onde eu estava com a cabeça quando resolvi ser católica apostólica e passar dias da minha semana envolvida com catequese, missa, pastoral disso, pastoral daquilo. Foram quase 8 anos nessa vida. Não sei se eu tava ocupando meu tempo com algo que julgava bom ou se eu queria ser como aquelas pessoas que eu admirava, achava tão felizes. Rá! Acho que era isso, todos eles na igreja pareciam (ou eram, não sei) tão realizados, contentes, cheios de vida e esperança e eu devia me sentir distante disso tudo. Mas também, eu tinha 16 anos, quem não se acha a pessoa mais infeliz do mundo em algum momento da adolescência? Será que eu deveria ter procurado ajuda nas drogas? Ou nas esquinas do Bom Fim? Ah dá no mesmo.

Se bem que, onde eu morava as alternativas não eram muitas naquela época e eu era tapada demais pra me arriscar a sair da minha zona de conforto (lê-se esquina da minha rua, o máximo era um salãozinho que dava umas festinhas, umas 3 quadras de casa). Mas a culpa não era só da minha lerdeza, porque minha mãe não ajudava muito com sua superproteção, me impedindo de fazer qualquer coisa que ultrapassasse seu raio de visão. Enfim, o que quero dizer - fora que dou graças à minha mãe por ter se tornado uma mãe liberal depois - é que se eu não tivesse escolhido a igreja provavelmente teria me tornado uma pagodeira/mariachuteira/siliconada/evoupararporaquiparanaomagoargentedemais, dadas as poucas opções do meio onde eu vivia.



Eu não quero ser ingrata, pois sei que muito da pessoa que me tornei vem daqueles anos todos que participei da igreja. E o mais importante de tudo aquilo foram as pessoas que conheci, os amigos que fiz e mantenho até hoje. Não fosse minha devoção, hoje eu não teria o melhor amigo do mundo: Dani! Ele foi o maior presente que a igreja me trouxe. E o melhor, ele pulou fora junto comigo! Para o caminho dos pecados... ha ha ha.



Comecei esse post pra falar da minha indignação com a história da Igreja ter excomungado mãe, filha e médicos que realizaram um aborto. Só pra entender bem o lance: uma menina de 9 anos estava grávida de gêmeos do padrasto que a estuprava desde os 6. Aí a mãe (vó) depois de esperar a justiça autorizar a interrupção da gravidez ainda tem que ouvir esse tipo de coisa. Ah faça-me um favor papito (é o Bento XVI), vá rezar um terço! Tá, eu sei não foi o Papa e sim o tal Bispo de Recife que fez o anúncio, mas peraí né, quem se importa com isso?? A menina (mãe) pretendia fazer 1ª comunhão será? Ah então pobrezinha vai ter que viver sem esse sacramento, que pecado... como se ela já não tivesse problemas demais!!! E vai ter por muito tempo, sabe-se lá se a vida inteira. Ou alguém aqui acha fácil ser estuprada na inocência dos 6 anos? Ou acha que ela vai superar tranquilamente, que o tempo apaga tudo?? Aham e o Papai Noel vem quando? Ah nem no Noel a menina (agora ex-futura mãe) vai ter a ilusão de acreditar. Que inferno!


Por que eu ainda me indigno com esse tipo de coisa? Queria fechar os olhos e não ler/ver algumas notícias, mas não consigo, não consigo fingir que vivo num mundo perfeito. É revoltante ver semana sim outra também ser noticiado que homem mata ex-mulher/namorada porque não aceitava o fim do relacionamento. Ah não aceitou é magrão? Aí pega a faca de serrinha e corta o pescoço da menina depois de tomarem café da manhã juntos? Menina essa que cresceu contigo, na mesma rua, bonito, né? Filho da puta! (com todo perdão a pobre mãe do rapaz) O que deve passar na cabeça desses cretinos covardes pra fazer isso? Não sabem lidar com o fracasso de uma relação? Bem-vindos ao clube! Quase ninguém sabe, ninguém quer ou torce pelo fim de um romance. Agora ter a prepotência de se achar no direito de ferir o outro, tipo 'já que ela não vai ser minha, não vai ser de mais ninguém'. Ô infeliz, ninguém é de ninguém! Acorda desgraçado! E tomara que acorde todos os dias na cadeia, até o fim da tua vidinha. Isso que estou sendo otimista de acreditar que ele será preso, que é o mínimo que ele merece!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sobra tanta falta

Alguém um dia disse que a dor que mais dói é a da saudade. Não sei se concordo, mas que dói, dói, impossível negar. Sentir falta de um amor perdido pelo fim do romance não conta né? Sei que é doído também (sei mesmo, experiência própria, mais de 1o vezes), mas nem se compara à saudade de quem foi e não vai voltar. Nunca. Nunca mais. O infinito me amedronta, mais ainda se com a ânsia de entendê-lo, vem também a angústia de saber que nunca mais teremos determinada criatura por perto...


Nunca é bastante tempo e não me convencem aqueles que dizem para nunca dizer nunca. Ou alguém aqui fala com os mortos? Se eles falam, deveriam falar cara a cara, em voz alta, em potuguês, assim como era quando eram vivos. Por que tem que aparecer em sonho, como uma mancha branca, sussurrando algo inaudível?? Por que tem que ser uma cabeça flutuante chamando quando a gente desmaia? Por que só pode falar pra um desconhecido e numa sessão espírita? É tudo muito estranho e abstrato pro meu gosto. Então não adianta querer me persuadir, infelizmente não acredito em vida após a morte. Digo infelizmente porque me parece mais fácil para as pessoas de fé aceitarem suas perdas.


Às vezes eu queria acreditar. E ficar sonhando com o dia em que encontraria aqueles que se foram e só deixaram saudades. Lá vem a saudade de novo. Sentir saudade de um amigo que está noutro país, de um namorado que foi viajar, de uma música há tempo não tocada, do cheiro do mar, de sacolé de uva... nada disso é irremediável, é só ligar a webcam, pegar um avião, baixar a música da internet, esperar o fim de semana e rumar ao litoral, ir ao Passo das Pedras e parar na 1ª casa que tenha uma placa 'VENDO SACOLÉ'. Aí seus problemas estarão resolvidos!


Mas e quando não tem solução? O que se faz? Fica triste, remói, chora e se arrepende de não ter aproveitado melhor o tempo quando estavam juntos. Depois vem a culpa, a martirização, a auto-destruição e a percepção do quanto a vida é frágil. Ele estava ali ontem... um minuto atrás... no mês passado... e agora... nunca mais. E agora só resta lembrar, relembrar, manter na memória as boas lembranças e ter sonhos, noite sim, noite não, com quem se foi. E como sonho fragiliza! A gente acorda com a nídita sensação de que está faltando algo em nossos braços, algo que precisamos afagar, acariciar, algo-alguém por quem não se pode procurar, não adianta telefonar, mandar e-mail, bater à porta, ele não está mais aqui... Fica apenas o vazio e a falta que se sente não parece diminuir com o tempo, como dizem. Sobra tanta falta.

Eu não queria fazer o discurso da 'terapia do remorso', mas pô, não te amarra, cara! Se quer se declarar a alguém, se desculpar, se explicar, esclarecer algo que vá te deixar tranquilo, feliz, vá fazer! Vá logo porque, infelizmente, a gente não tem prazo de validade.

domingo, 21 de agosto de 2011

Hey dear writers!*

Sabe algo que me irrita profundamente? É estar deliciada numa leitura nos blogs/sites e coisas do gênero e me deparar com uma frase em inglês. É broxante. Primeiro tento adivinhar, contextualizando e tal. Depois recorro ao tradutor mais próximo, com muita resistência e blasfemando contra o autor do texto. Porra! Eu sei que sou uma total inútil que nunca se prestou a fazer um curso de inglês, superando isso com um espanhol cretino para passar pela faculdade. Mas, tchê, estamos no Brasil e aqui a gente fala português! E olha que eu adoro pesquisar em dicionários, adoro aprender, mas dá uma preguiça... tá, não é só isso. Antes que me matem não estou apoiando o projeto do Aldo Rabelo, não quero ficar longe do mouse, do link, do site, do milk shake, do hello, não é nada disso. Mas tudo tem limite né? Essas expressões até um cachorro (nascido e criado no Brasil) sabe o que significa.

Eu não sou sou uma chata, burra que quer morrer burra. Pelo contrário, um dia quero aprender inglês e outros idiomas, mas não pra ficar esfregando na cara dos pobres mortais que mal falam português, e sim porque tenho esse interesse. Tá certo que o google tradutor melhorou muito desde meus tempos da faculdade, mas ter que recorrer a ele a cada 2 minutos é foda! Quando é um texto enooorme então? Ou toda uma entrevista, reportagem? Cansa. Apesar de eu ter consciência de que estou agregando conhecimento, cansa.

Sei que uma galera (acho que quase todos os blogs) que eu sempre leio já morou fora do país e fala fluentemente o inglês, mas não custa dar uma traduzidinha pros ignorantes aqui né? Vocês não precisam abrir mão das expressões que estão acostumados a usar, mas têm algumas bem incomuns por aqui. Basta traduzir ou dar um link pra tradução que já seria um grande serviço aos seus leitores! Sei também que esses blogs têm leitores no mundo todo, mas já que é escrito aqui bem que poderia pensar nas pessoas daqui, cujo idioma oficial é o português.

Facilitemos a vida alheia e apreciemos o nosso tão querido vernáculo! (ahaa agora vocês é que vão correr pro dicionário, né?)




*Ei queridos escritores!

sábado, 20 de agosto de 2011

Para não esquecer


"Descobri que minha obsessão por cada coisa em seu lugar, cada assunto em seu tempo, cada palavra em seu estilo, não era o prêmio merecido de uma mente em ordem, mas, pelo contrário, todo um sistema de simulação inventado por mim para ocultar a desordem da minha natureza."

(García Márquez, Gabriel. Memórias de minhas putas tristes. Rio de Janeiro: Record, 2005.)




Isso se confirma a cada dia... como seu eu tivesse alguma dúvida. Quanto mais o tempo passa, mais eu sei e mais me aceito, e não me envergonho.

sábado, 6 de agosto de 2011

Um balanço do dia de ontem

Apesar de ter finalizado o dia de ontem um pouco chateada com a ausência de algumas manifestações, a alegria prevaleceu. Acho que eu estava cansada e com a 'pança' lotada de sushi e aí veio a tristeza hehehe. Fazer essa análise no final do dia seguinte foi mais sensato porque pude perceber que não fui esquecida e que tenho amigos ocupados o bastante pra só conseguir dizer parabéns com atraso. Se bem que eu nunca me importei com isso, creio que antes tarde do que nunca. E o nunca que é foda! Vamos lá.



14 abraços



08 sms



07 telefonemas



03 emails



02 recados no orkut



02 parabéns a você



01 carta



E mais alguns presentinhos materiais.



Ah e dos atrasados:



02 abraços



01 telefonema



01 sms



01 email



01 parabéns por msn



Me parecem bons números. Se bem que eu nunca tinha feito esse levantamento antes, então não tenho parâmetros. O que me surpreendeu foi a reação de alguns clientes da Cafeteria, recebi abraços carinhosos de pessoas que eu não esperava e no entanto vi a apatia em outros que eu julgava serem próximos a mim. Ah que se fodam!




Disparado o mais divertido desse dia 04 foi ver minha mãe bem doidona no jantar (no café da manhã também, deve ter sido no dia inteiro, mas não posso garantir porque eu não estava lá) e sem qualquer tipo de... digamos... estimulante. A não ser tinta de cabelo, será que invadiu o cérebro e deu barato? Preciso voltar a pintar minha juba. Sabe quando a pessoa ri à (tem crase aqui?) toa? Tipo gente feliz, tá ligado? Era assim que mami estava. Deve ter fumado um cigarrinho do capeta escondida no banheiro. É a única explicação para noite ter terminado assim:







Malditos jovens!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

3.1

Agora começo a entender melhor o desespero da Bridget Jones, pobre Bridget! Nada como estar no lugar - ou melhor na idade - da pessoa pra entender seus anseios. A coitadinha tinha medo de morrer solteirona e ser encontrada pelos vizinhos, dez dias depois, semi-comida pelos cães. Confesso que não precisei passar dos 30 pra ter esse medo, mas graças que agora não tenho mais cachorros. (não acredito que eu disse isso!)


Parece que foi ontem que escrevi o top 30 e cá estou eu novamente na véspera fatídica... devorando minha barra hershey's favorita (e é a última, pobre de mim!), ouvindo a Amy e pensando no que esperar daqui pra frente. Agora definitivamente estou nos 30 (definitivamente não sei porque, como se até ontem eu pudesse evitar, helloou Carol, o inevitável aconteceu: você nasceu em 1980 e os números não mentem - por mais que algumas pessoas o façam).


Algo que me deixa levemente animada, apesar de tudo, é perceber que eu até que tô conservada - odeio essa palavra, parece livro antigo que foi mantido sob as condições ideais de higiene, temperatura, armazenagem e etc - em comparação com certas criaturas, como essa da foto abaixo.


Cara, eu fiquei espantada quando soube que ela é 7 anos mais velha que eu. Parece uns 20! Coitada, entrou mesmo na nóia da tal beleza acima de tudo. Se bem que não sei não, ela tem cada uma que parece mesmo doida. Procurando a foto dela achei uma notícia espetacular: ela quer ser virgem pela 3ª vez! Só lendo pra crer. Enfim, não vim aqui pra falar mal da Ângela Bismarchi, só quero me sentir razoavelmente bem em ficar velha. Tá, eu sei, aparência não é tudo. Mas não é só com isso que tô preocupada, apesar do 'rapaz' dizer que sou linda e blábláblá (homem apaixonado não conta né?), eu também fico encanada por não ter um emprego que pague 10 mil por quinzena, não ter feito mestrado e tal. E olha quanta mulher na minha idade já é doutora! A Lola, a Elenita - só pra citar as divas que eu adoro e leio sempre. E também nem tenho apartamento em Paris ainda! Ô saco...


Ainda bem que eu já vinha há alguns meses pensando num asilo e tô sendo otimista que vou ter grana pra pagar um chique, bem diferente daquele que minha vó esteve, com aquelas velhas loucas roubando o ventilador dela, justo quando fazia 40 graus! Ah não, não vou aceitar isso, preciso me precaver. É pessoal... quando a gente percebe está com 70 anos e ninguém quer saber da gente, principalmente pra quem não tem filhos como eu, nem um mísero sobrinho pra eu chantagear.


(acabou meu chocolate!!! preciso arranjar algo doce logoooo, se não vou ter que partir pros licores)




Pois é, espero não ter entristecido ninguém com meu desabafo, minha intenção é alertá-los, porque a gente faz 30 anos, depois começam as dores nas costas, dali a pouco os joanetes, a menopausa e cova! É a vida pessoal, o que me consola é que não estou sozinha nessa, estamos todos seguindo o mesmo caminho rumo ao mesmo destino: a morte!








Ha ha ha ha ha!










segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Solteiras e Fabulosas!

Hoje à tarde comecei a assistir o presente que mami me deu de Páscoa: o box de Sex and the City. Um pouco tarde, eu sei, mas andei meio ocupada nos últimos 3 meses. Mentira! Eu sempre tenho mil coisas pra fazer, afinal a rotina de 'cafetina' (como diz aquele rapaz) não é fácil e sou tão tão tão desorganizada que não consigo ter tempo pra coisas simples como assistir um episódio de 25 minutos. Na real acho que a culpa não é apenas da minha total falta de organização, que aliada ao meu sério problema de não me sentir sempre à vontade morando com outra pessoa, me bloqueia pra fazer algo simples, como assistir a um seriado bobo que eu adoro. É, eu sou estranha.




O assunto vem a calhar porque o último espisódio que assisti chamava "Solteira e Fabulosa?" e as quatro amigas entraram em parafuso ao perceberem que talvez estivessem fingindo que a vida single fosse uma maravilha. Em um momento Carrie diz: 'desde quando a solidão era a lepra dos tempos modernos?' e eu lembrei de quantas vezes eu disse isso (tá, não desse jeito, mas vocês entenderam). E me perguntei se talvez eu também não fingisse acreditar piamente nessa teoria apenas porque era uma solteira convicta. Me perguntei e ainda não me respondi porque não sei! Será que eu banquei a forte, a autosuficiente, a 'deusmelivre de casar' por medo? Ihh o que vão dizer meus correligionários? Primeiro, a solteira convicta aqui conhece alguém e resolve ir morar com ele menos de um mês depois do 1º encontro. Agora, ela se questiona sobre sua ideia de individualidade, de cada um ter sua casa, cada um no seu quadrado e que a vida sozinha não significa viver na solidão e blábláblá. Qual será o próximo passo? Casar de véu e grinalda, ter 3 filhos, parar de trabalhar, receber mesada do marido e ter como diversão de fim de semana assistir ao macho jogar futebol enquanto conversa sobre fraldas, assaduras e traições com as mulheres dos seus amigos. E no domingo o tradicional almoço na sogra. Meu deus não!!! Só de escrever isso já me deu um nervoso! Mas é contraditório, como eu posso defender a boa vida de solteira se sou (na prática) casada? Tá, eu sei, aquele rapaz é o oposto de um marido chato, machista,egoísta e eu sequer chego perto da cozinha, mas será que isso vale? Quero dizer, é como defender os direitos dos animais e comer uma picanha suculenta no domingo. É como uma pedagoda, que defende veementemente o diálogo e a não-violência na educação dos filhos, chegar em casa e dar uma camassada de pau na filha porque ela não escovou os dentes.


Se bem que... eu defendo os animais e voltei a comer carne, acho que sou um monstro! Acho que o que realmente me incomoda nas relações marido-mulher (porque eu digo meu marido e o homem diz minha mulher? odeio isso!) é a dependência feminina, o viver a vida dele e esquecer da sua, deixar de lado seus desejos e vontades para satisfazer as dele, deixar ele tomar conta de você, mas não no sentido de proteger mas de querer satisfação de todos os seus passos. Se querem me chamar de feminista, obrigada, é um grande elogio. O que não suporto, não admito é ouvir que lugar de mulher é na cozinha, ou aqueles que se dizem liberais: 'tudo bem mulher trabalhar fora, desde que eu chegue em casa e meu jantar esteja pronto, a roupa lavada, a casa limpa e as crianças de banho tomado'.



Mulheres do meu Brasil (rsrsrs): não deixem isso acontecer! Não vale a pena... tudo bem ser (ou ficar) solteira aos 30, 40, 50, existe vida fora do casamento! E uma vida bem melhor do que a de lavar cuecas. E é óbvio que vocês podem encontrar alguém (homem ou mulher) bacana, divertido, inteligente e moderno por aí. Quanto aos homens, são poucos, mas eles existem, até eu encontrei! hehehehe.


Nós somos fabulosas! Solteira, casada, mais ou menos, viúva, nós somos fabulosas sim! Importante é não ter medo. Nem da solidão, nem das relações, algumas valem a pena, e só tentando que a gente descobre né?


Boa semana!

domingo, 31 de julho de 2011

Em Seu Lugar - O Filme



Noite passada, procurando algo que prestasse na tv, vi a Globo passando "Em Seu Lugar" e não resisti. Perdi o comecinho que é quando a Cameron Diaz vai na festa dos antigos colegas de colégio, bebe todas (como de costume) e é socorrida pela irmã mais velha, a maravilhosa Toni Collette. Aí começa o drama. O que não entendi é como fui me desmanchar em lágrimas assistindo esse filme pela 5ª, 6ª vez. Como? Por quê? Eu que andava tão orgulhosa de mim por não chorar mais, sob qualquer circunstância, virei uma manteiga derretida. No final eu soluçava! E isso não é novidade, porque eu sempre choro nesse filme, mas da última vez (que acredito não faz 1 ano) eu não me emocionei tanto assim. Difícil é descobrir o motivo... esse assunto na terapia daria um prato cheio pra váááárias sessões, porque eu não sei! Algo no meu íntimo diz que é por causa da complicada relação entre Maggie e Rose, mas não faz muito sentido. O que me emociona nos filmes, normalmente, é comparar o drama ficcional com algum drama da minha vida e todo mundo tá careca de saber que eu e minha irmã não somos as melhores amigas do mundo. Nunca fomos, mas o tempo fez grandes melhorias na nossa relação e hoje as coisas estão bem mudadas. E no filme elas têm uma relação de amor e ódio, são melhores amigas e ao mesmo tempo são as piores inimigas uma da outra. Tem também a questão da doença mental como herança materna, essas coisas todas que me fragilizam. A Rose protegendo a caçula quando eram crianças, aumentando o volume da música no quarto pra que Maggie não escutasse os gritos das brigas dos pais... às vezes acho que eu queria ter tido uma Rosie... porém, às vezes tenho vontade de ser a Rose não só pelo seu closet lotado de sapatos lindos, como também por ter alguém pra cuidar. Ah que horror estou muito melosa hoje, acho que é a tpm.





Voltando ao filme, eu recomendo, apesar de a propaganda dele na época do lançamento aqui no Brasil ter estragado tudo, anunciando apenas duas irmãs loucas por sapatos, como se fosse uma comédia romântica besta. E os cartazes não fazem jus ao conteúdo do filme, como esse aqui ao lado.




Algumas coisas são engraçadas nesse que é um dos meus filmes favoritos(!): a Maggie dando banho no cachorro quando pega o trabalho na pet shop, o nome engraçado do restaurante (que a sem graça aqui esqueceu) onde Rose e Simon... digamos... jantaram. Aquela chata da madrasta delas, muito caricata, quando se refere à sua filha dizendo: 'a minha Márcia é linda' e aparece a foto de uma criatura estranha e nada simpática. Tem até uma cena que é dramática, triste, em que Rosie à beira de um ataque de nervos (com toda razão) ameaça a chata da madrasta com uma faca de cozinha, é hilário! Só achei forçado a alegria e vivacidade daquele povo que vive no asilo, ou melhor, condomínio fechado para aposentados ativos. Muitas piadas prontas, velhos tarados e velhas espertinhas demais, ou sou eu que sou muito burra? Enfim, lá pelas tantas Rose descobre prazer fora de seu escritório e começa a passear com cachorros. Assim como Maggie passa a ler para um senhor cego e se torna personal shopper de todas as senhorinhas do asilo. Alguma semelhança com essa que vos escreve?? Ééééé e eu só percebi isso hoje: esse filme me inspirou a fazer tantas coisas e eu nunca tinha percebido, legal né?




A frase final do filme é linda e foi retirada de um poema que não sei qual é nem de quem é (ô bibliotecária de merda, venham recolher meu diploma!!), mas prometo que outro dia eu procuro, outra hora quando eu não estiver com sono e com a barriga roncando. Diz assim:




'Eu carrego o seu coração... eu o carrego dentro do meu coração!'




Bom domingo, beijos!

sábado, 16 de abril de 2011

A crise dos 20 e poucos

Sabe aquela velha frase 'vou morrer e não vou ver tudo'? Ela serve perfeitamente pra esse momento. Cara, acabo de descobrir que tenho duas ex-amigas, que me retiraram educadamente de seus orkuts. Tá, uma já tinha me avisado por e-mail que não queria mais amizade comigo porque sou um monstro e blá blá blá. Mas a outra??? Estou pasma! De qualquer modo vou dar um desconto pq sei como são essas coisas de internet e computador, de repente a pessoa clicou sem querer (aham clicou no meu perfil, depois foi em 'remover amigo', depois confirmou quando o orkut perguntou se tinha certeza disso... tudo isso 'sem querer' rá! e a vaca é verde?!?!), essas coisas acontecem. Acontece até de uma ex-amiga doída com sua vida medíocre me acusar de não ter respondido um e-mail no dia do enterro de um grande amigo. E ela ainda questionou porque eu estava triste com a morte do fulano, se ela estava 'vivinha da silva' querendo falar comigo. Pode isso??? Não, não pode! Acho que chega um determinado momento em que a vida da pessoa tá uma merda tão grande que ela perde o chão e passa a procurar vítimas inocentes pra soltar sua raiva/dor/estresse. "Ah, a Carol parece tão feliz e eu aqui nessa lama, vou brigar com ela, vou ofendê-la e acusá-la injustamente, aí me sinto mais aliviada por tê-la contaminado com meu veneno". Ou em outros casos a criatura assume novos papéis em sua nova vida adulta/séria/responsável/sem graça, que se sente num outro nível, melhor, poderosa (rainha do funk hehehehe) e os amigos ficam no longínquo passado. Tipo 'agora eu pertenço a outro mundo, não posso mais me misturar com essa gentalha!' Ai deus, isso é muito engraçado. Eu sempre defendi a ideia de que as pessoas, na sua essência, não mudam, acho que minha teoria está indo pro ralo...




Sei lá, às vezes tudo pode ser um grande mal entendido. Mesmo que seja, putaquepariu! Detesto meias palavras, indiretas, mandar recadinhos, seja homem (!) e diga na minha cara o que aconteceu, eu não sou adivinha. Vá se tratar e aprenda a usar as palavras pra pacificar, pra elogiar, pra dizer coisas bonitas e não só para cuspir a tua raiva do mundo em pessoas que não merecem!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Chove desde cedo da manhã, sem parar. Fiquei uma hora sozinha aqui sem entrar UM mísero cliente, que tristeza! Devia ter fechado as portas e ido pra casa assistir Sex and the city debaixo do edredon. Ai ai... 'sonha bidú' como diz minha mãe (não tenho ideia de quem é esse bidú). E hoje ainda é quinta-feira, que saco! O jogo do Grêmio é às 22:45 e não vai passar na tv, pelo menos não pros pobres limitados a meia dúzia de canais, como eu. Enfim, dia cansativo e arrastado. Chega sexta-feiraaa!!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sexta-feira, calorão, cheirinho de chuva iminente, café e pudim. Cássia e Nando confirmando que o meu mundo fica completo com eles. Não ter um chefe mala buzinando em meus ouvidos. Encontrar os amigos daqui a pouco pra um churrasco num local com vista panorâmica da minha saudosa Zona Norte. Isso tudo tem preço sim, não posso dizer o contrário. São muitos dias chatos/tristes/tediosos que a gente passa pra ter um dia prazeroso/feliz/empolgante como esse. É cliente chato, a derrota do Grêmio, notícias ruins, contas intermináveis a pagar... ô saco!


Finalmente é sexta!

E sou feliz porque 'sou minha, só minha e não de quem quiser!'

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Primeira postagem de 2011

Eu sei, faz séculos que não escrevo aqui. É justamente por esse meu desleixo que não uso twitter, não tenho paciência pra ficar todo dia aqui, muito menos todo minuto no twitter. E também porque acho que nos expomos muito lá, muito mais do que qualquer Orkut da vida. Enfim, 2011 começou e eu estou aqui... cheia de novidades, cheia de alegrias, cheia de realizações e de vivacidade! Há muito tempo não me sentia assim, entusiasmada, empolgada e (pasmem) otimista! Éééééééé.


Muitas coisas aconteceram e eu não parei pra pensar no quanto eu estou feliz por tudo isso. Não só por causa da Cafeteria, nem porque amanhã faço minha matrícula na Ufrgs, nem porque vou fazer Teatro (!), nem porque meu melhor amigo está apaixonado, feliz e bem empregado, muito menos porque tô conseguindo reavivar meus cachos ou porque tirei 23,1250 (morram de inveja!) na redação. Acredito que o mais importante é estar fazendo o que me dá na telha, pela primeira vez na vida. Tô afim de pintar a unha do pé de verde, eu pinto! Tô de saco cheio do meu cabelo e é domingo, eu mesma pego a tesoura e corto (e ficou bonito!). Tudo bem, mas vocês vão dizer que eu sempre fui assim, sempre mudei, mexi, transformei tudo que eu quis, só que agora é diferente. Nos últimos 6, 8 meses eu realizei muito mais coisas do que qualquer época da minha vida. Diz o Dani que foram os 30 que me deram essa coragem, vai saber... Seja lá o que for, eu me sinto bem e pouco me importa o que os outros dizem, foda-se o mundo! Fodam-se os hipócritas que levam uma vida medíocre, que não gostam do que fazem, mas fazem porque dá dinheiro e eles 'precisam' comprar carro, casa na praia, casar, ter filhos e ser infelizes pra sempre. Fodam-se os padrões, as regras e a etiqueta, eu dou risada alta no restaurante e onde eu estiver, quando a piada for boa. Tá louco que vou deixar de chorar de rir porque a ocasião me pede compostura! Foda-se a compostura e todos que valorizam ela mais do que seu próprio prazer! Quanta gente vive uma vida de mentira por medo de fazer o que tem vontade, por seguir o que a sociedade espera que ele faça... a sociedade não é mais parâmetro há muito tempo (se é que um dia foi), já que o importante é malhar pra ter um corpo perfeito, o cérebro não serve pra nada. E a onda é fingir ser anti-homofóbico, quando na real a madame vomita ao ver um casal gay na rua. Odeio pessoas!!!


Bem, acho que já dei meu recado. Felizes são aqueles que conseguem dizer e fazer o que pensam e gostam, como o Nando Reis: "... não sou bonito, não sou forte, faço uma música estranha, falo coisas estranhas... No entanto, sou cortejado por homens e mulheres, desejo homens e mulheres. E estou satisfeito por dizer: 'bicho, eu sou antipadrão e não tenho patrão'." E depois disso a maioria ainda saiu dizendo que ele é gay, como se essa fosse a única informação que ele transmitiu na frase. Ô povinho difícil de interpretar qualquer coisa... Ah foda-se!