domingo, 31 de julho de 2011

Em Seu Lugar - O Filme



Noite passada, procurando algo que prestasse na tv, vi a Globo passando "Em Seu Lugar" e não resisti. Perdi o comecinho que é quando a Cameron Diaz vai na festa dos antigos colegas de colégio, bebe todas (como de costume) e é socorrida pela irmã mais velha, a maravilhosa Toni Collette. Aí começa o drama. O que não entendi é como fui me desmanchar em lágrimas assistindo esse filme pela 5ª, 6ª vez. Como? Por quê? Eu que andava tão orgulhosa de mim por não chorar mais, sob qualquer circunstância, virei uma manteiga derretida. No final eu soluçava! E isso não é novidade, porque eu sempre choro nesse filme, mas da última vez (que acredito não faz 1 ano) eu não me emocionei tanto assim. Difícil é descobrir o motivo... esse assunto na terapia daria um prato cheio pra váááárias sessões, porque eu não sei! Algo no meu íntimo diz que é por causa da complicada relação entre Maggie e Rose, mas não faz muito sentido. O que me emociona nos filmes, normalmente, é comparar o drama ficcional com algum drama da minha vida e todo mundo tá careca de saber que eu e minha irmã não somos as melhores amigas do mundo. Nunca fomos, mas o tempo fez grandes melhorias na nossa relação e hoje as coisas estão bem mudadas. E no filme elas têm uma relação de amor e ódio, são melhores amigas e ao mesmo tempo são as piores inimigas uma da outra. Tem também a questão da doença mental como herança materna, essas coisas todas que me fragilizam. A Rose protegendo a caçula quando eram crianças, aumentando o volume da música no quarto pra que Maggie não escutasse os gritos das brigas dos pais... às vezes acho que eu queria ter tido uma Rosie... porém, às vezes tenho vontade de ser a Rose não só pelo seu closet lotado de sapatos lindos, como também por ter alguém pra cuidar. Ah que horror estou muito melosa hoje, acho que é a tpm.





Voltando ao filme, eu recomendo, apesar de a propaganda dele na época do lançamento aqui no Brasil ter estragado tudo, anunciando apenas duas irmãs loucas por sapatos, como se fosse uma comédia romântica besta. E os cartazes não fazem jus ao conteúdo do filme, como esse aqui ao lado.




Algumas coisas são engraçadas nesse que é um dos meus filmes favoritos(!): a Maggie dando banho no cachorro quando pega o trabalho na pet shop, o nome engraçado do restaurante (que a sem graça aqui esqueceu) onde Rose e Simon... digamos... jantaram. Aquela chata da madrasta delas, muito caricata, quando se refere à sua filha dizendo: 'a minha Márcia é linda' e aparece a foto de uma criatura estranha e nada simpática. Tem até uma cena que é dramática, triste, em que Rosie à beira de um ataque de nervos (com toda razão) ameaça a chata da madrasta com uma faca de cozinha, é hilário! Só achei forçado a alegria e vivacidade daquele povo que vive no asilo, ou melhor, condomínio fechado para aposentados ativos. Muitas piadas prontas, velhos tarados e velhas espertinhas demais, ou sou eu que sou muito burra? Enfim, lá pelas tantas Rose descobre prazer fora de seu escritório e começa a passear com cachorros. Assim como Maggie passa a ler para um senhor cego e se torna personal shopper de todas as senhorinhas do asilo. Alguma semelhança com essa que vos escreve?? Ééééé e eu só percebi isso hoje: esse filme me inspirou a fazer tantas coisas e eu nunca tinha percebido, legal né?




A frase final do filme é linda e foi retirada de um poema que não sei qual é nem de quem é (ô bibliotecária de merda, venham recolher meu diploma!!), mas prometo que outro dia eu procuro, outra hora quando eu não estiver com sono e com a barriga roncando. Diz assim:




'Eu carrego o seu coração... eu o carrego dentro do meu coração!'




Bom domingo, beijos!