Alguém um dia disse que a dor que mais dói é a da saudade. Não sei se concordo, mas que dói, dói, impossível negar. Sentir falta de um amor perdido pelo fim do romance não conta né? Sei que é doído também (sei mesmo, experiência própria, mais de 1o vezes), mas nem se compara à saudade de quem foi e não vai voltar. Nunca. Nunca mais. O infinito me amedronta, mais ainda se com a ânsia de entendê-lo, vem também a angústia de saber que nunca mais teremos determinada criatura por perto...
Nunca é bastante tempo e não me convencem aqueles que dizem para nunca dizer nunca. Ou alguém aqui fala com os mortos? Se eles falam, deveriam falar cara a cara, em voz alta, em potuguês, assim como era quando eram vivos. Por que tem que aparecer em sonho, como uma mancha branca, sussurrando algo inaudível?? Por que tem que ser uma cabeça flutuante chamando quando a gente desmaia? Por que só pode falar pra um desconhecido e numa sessão espírita? É tudo muito estranho e abstrato pro meu gosto. Então não adianta querer me persuadir, infelizmente não acredito em vida após a morte. Digo infelizmente porque me parece mais fácil para as pessoas de fé aceitarem suas perdas.
Às vezes eu queria acreditar. E ficar sonhando com o dia em que encontraria aqueles que se foram e só deixaram saudades. Lá vem a saudade de novo. Sentir saudade de um amigo que está noutro país, de um namorado que foi viajar, de uma música há tempo não tocada, do cheiro do mar, de sacolé de uva... nada disso é irremediável, é só ligar a webcam, pegar um avião, baixar a música da internet, esperar o fim de semana e rumar ao litoral, ir ao Passo das Pedras e parar na 1ª casa que tenha uma placa 'VENDO SACOLÉ'. Aí seus problemas estarão resolvidos!
Mas e quando não tem solução? O que se faz? Fica triste, remói, chora e se arrepende de não ter aproveitado melhor o tempo quando estavam juntos. Depois vem a culpa, a
martirização, a auto-destruição e a percepção do quanto a vida é frágil. Ele estava ali ontem... um minuto atrás... no mês passado... e agora... nunca mais. E agora só resta lembrar, relembrar, manter na memória as boas lembranças e ter sonhos, noite sim, noite não, com quem se foi. E como sonho fragiliza! A gente acorda com a nídita sensação de que está faltando algo em nossos braços, algo que precisamos afagar, acariciar, algo-alguém por quem não se pode procurar, não adianta telefonar, mandar e-mail, bater à porta, ele não está mais aqui... Fica apenas o vazio e a falta que se sente não parece diminuir com o tempo, como dizem. Sobra tanta falta.
martirização, a auto-destruição e a percepção do quanto a vida é frágil. Ele estava ali ontem... um minuto atrás... no mês passado... e agora... nunca mais. E agora só resta lembrar, relembrar, manter na memória as boas lembranças e ter sonhos, noite sim, noite não, com quem se foi. E como sonho fragiliza! A gente acorda com a nídita sensação de que está faltando algo em nossos braços, algo que precisamos afagar, acariciar, algo-alguém por quem não se pode procurar, não adianta telefonar, mandar e-mail, bater à porta, ele não está mais aqui... Fica apenas o vazio e a falta que se sente não parece diminuir com o tempo, como dizem. Sobra tanta falta.Eu não queria fazer o discurso da 'terapia do remorso', mas pô, não te amarra, cara! Se quer se declarar a alguém, se desculpar, se explicar, esclarecer algo que vá te deixar tranquilo, feliz, vá fazer! Vá logo porque, infelizmente, a gente não tem prazo de validade.
Quem sente falta é porque ama. O amor não tem tempo, até porque tempo é uma invenção do homem. Por isso que é explicável a existência de qualquer ser. QUANDO É POSSÍVEL AMAR ALGO OU ALGUEM QUE NÃO "EXISTE" MAIS NA MANEIRA COMO CONVENCIONAMOS É PORQUE EXISTE ALGO A MAIS. A saudade, o amor, a lembrança são sintomas de uma existência. Estão vivos na lembrança. Basta vivê-las. Quanto a carne que se foi, já foi. Mas podemos amar aos que AINDA estão ao nosso redor. Isto ameniza a pssibilidade de um dia existir este vazio. Será? Quem sabe...
ResponderExcluir