terça-feira, 30 de julho de 2013

04 de agosto de 2013

Então que 04 de agosto se aproxima novamente e dessa vez sem inferno astral. A previsão é de chuva, mas vou aproveitar os dias anteriores de sol e céu azul para começar a comemorar. Não é sempre que se faz a idade do Jesus, não é sempre que se faz qualquer idade, né? Cada uma é única e posso dizer que os 32 que encerro daqui a pouco foram muito bons. Quase sempre fico com a impressão de que passou rápido demais de um ano pra outro, mas dessa vez parece que não, parece que tive muitas oportunidade de dizer: "tenho 32 anos". E como eu gosto de dizer minha idade! Tenho orgulho de cada ano, de cada número e amo comprar as velas!




Ao contrário do que costumo brincar e aguentar as brincadeiras dos amigos, eu não tenho problema nenhum em ficar velha ou vergonha de dizer a idade. Tenho orgulho do que cada ano de vida me proporcionou, mesmo que tenha sido rugas e cabelos brancos, e desses tenho especial afeição, acho cabelo branco chiquérrimo! Não é discurso de gente otimista que ama a vida (porque vocês sabem que não me enquadro aí), é porque realmente eu adoro fazer aniversário e adoro ver as mudanças que o tempo faz com as pessoas, com as coisas. Claro que não gosto da minha coluna reclamar de um jeito que não acontecia há 10 anos, nem de ter que aumentar a quantidade de exames médicos anuais, mas é a vida. A chuva é pra se molhar, mas eu tenho sombrinha.


Pra comemorar, fiz uma lista de 33 coisas que ainda quero fazer na vida, algum dia, sem pressa. E não são meus sonhos, meus desejos mais profundos (alguns são), foi o que me veio à mente. Uns são mais importantes que outros e tenho mais vontade de fazer, mas não estão em ordem alguma. Outros possivelmente não conseguirei/poderei/terei coragem para fazer/não dependem de mim, mas estão aí. E com certeza deve ter mais coisa a acrescentar que não me surgiu agora:

1. Dançar valsa
2. Ir a uma festa à fantasia
3. Mergulhar no Guaíba
4. Raspar a cabeça
5. Fazer um filme
6. Tomar chá de cogumelo
7. Aprender a virar estrelinha
8. Ir à Ópera (aconteceu essa semana!)
9. Morar no Nordeste
10. Aprender inglês e francês
11. Ver o Grêmio campeão do mundo novamente
12. Tomar um capuccino em Paris
13. Passar uma virada de ano sozinha em casa
14. Dirigir uma Harley-Davidson
15. Fazer balé
16. Passar uns dias numa tribo indígena
17. Andar a cavalo
18. Dirigir um Fusca antigão
19. Ver o cometa Halley (e não dormir dessa vez!)
20. Comer tomates verdes fritos
21. Fazer um ensaio fotográfico
22. Tomar banho de cachoeira
23. Ordenhar uma vaca
24. Assistir todo Lost novamente, com alguém mais esperto que eu
25. Estudar algo que realmente me dê prazer
26. Fazer rapel
27. Ir à FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty)
28. Correr como a Pheabe
29. Ter um sobrinho
30. Fazer um safári na África
31. Aprender crochê
32. Jogar poker
33. Tocar algum instrumento musical

Mas o mais legal é que tem tempo ainda, tempo pra realizar e tempo que vai passando e a gente vai mudando de vontades. Como quero viver 100 anos, no mínimo, estou recém completando um terço de vida. Que Satanás (faz de conta que é o da Bruxa do 71, senão a mãe me mata!) me ajude a chegar como a tia da foto abaixo.


Eu gosto de listas e gosto de ter planos, de pensar neles e sonhar com eles. Mas nem sempre, ou na maioria das vezes, realizo. Isso não faz de mim um fracasso, não me sinto mal. Fico feliz de ter ocupado minha cabeça com coisas legais, de almejar por algum tempo certas coisas. Não existem regras pra isso, né? Mesmo no 'Deixa a vida me levar, vida leva eu' estamos vivendo. "O que você quer da vida?" Eu não preciso querer nada, ninguém precisa. Cada um na sua, cada um com o que quiser, do jeito que quiser e se quiser!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O vento, o cheiro da infância e o prefácio dos infernos

Hoje o céu está nublado pela primeira vez nessas três semanas de Antônio Prado. Tá mais quente que o normal. O amanhecer foi estranho, achei que fosse chover. No meio da manhã abriu um lindo sol, mas foi ficando tímido. A surpresa veio com o vento que arrastou folhas e poeira na praça, depois do almoço. Estava eu, como de costume, lendo quando começou, parecia vento de chuva, o céu cinza, meus cabelos uma lindeza que só! É estranho o tempo ficar assim numa cidade tão bonita, ela só combina com sol, aliás tudo combina com sol. Não que AP tenha perdido o charme, mas ficou melancólica, triste... Ou talvez seja eu.


Definitivamente não gosto de dias cinzentos, nem no verão, muito menos no frio. Chuva, só as verão e quando consigo não pensar nas pessoas que moram na rua. Gosto de ver temporal (também só quando não lembro de quem pode estar passando dificuldade por isso), acho lindo! Raios, trovões, clarões, chuvarada. Um espetáculo!, como diria D. Marlene, que também é fã de temporal.

Enquanto eu curtia a estranheza da ventania na praça - e voavam folhinhas pra dentro do livro - senti um cheiro bom, conhecido. Cheiro com gosto de infância, de 1994, do Passo das Pedras... Mas era suave, quase imperceptível pro meu olfato quase nulo. Respirei fundo algumas vezes buscando sentir novamente, fechei os olhos e mais uma vez apenas consegui. Difícil explicar, memória olfativa, dizem. Mas foi uma sensação boa, pena ter sido tão passageira.

Já estava difícil concentrar no prefácio à 1ª edição de Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca, escrita por António Alçada Baptista, que estava nas últimas páginas desta edição que estou lendo. Com o vento confundiu tudo! Tem gente com o poder de escrever difícil, né? Mas um difícil que complica mais do que agrada, do que atrai. Tive que voltar várias vezes na mesma frase porque percebia que não tinha entendido nada e estava viajando pensando na novela das 8 ou no sagu da sobremesa. Que saco! Se escritora eu fosse, não deixava um prefácio ter mais de três páginas, tá pensando o quê? Quer escrever mais que o autor? E no final António diz que a análise da obra do cara "merecia um outro e mais extenso prefácio". Jesuis, livra-me dessa análise!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Livro: Viagem Solitária

Fim de semana passado li o livro Viagem Solitária, do João W. Nery. Ele conta sua história de vida, do homem nascido em 1950 num corpo de mulher. Desde muito cedo, aos 4 anos, ele percebeu que algo estava errado, mas só foi descobrir o que era (transexualidade) na década de 1970 em uma viagem pela Europa. Tudo meio atrasado por aqui, não? Se esse é um assunto que muita gente ignora hoje, imagina há 40 anos? Coragem é a palavra que melhor define esse homem, pois enfrentar o mundo daquela época não deve ter sido nada fácil. Nem a família o reconhecia como homem! Até quando conseguiu finalmente realizar as cirurgias - ainda ilegais, nos anos 70 - enfrentou a maior barra para fazer a mãe entender.


Cara, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. É preciso diferenciar orientação sexual e identidade de gênero. Falo isso por ignorância própria, pois até poucos anos atrás eu não entendia o que era transexualidade. Ou melhor (pior) eu achava que era um gay/lésbica querendo mudar de sexo. Ledo engano. Perigoso engano, pois aí mora o perigo, o preconceito e a maldade. Orientação sexual é a pessoa gostar, se sentir atraída por mulher, homem, pelos dois ou por nenhum. Identidade de gênero é como a pessoa se reconhece dentro dos padrões de gênero estabelecidos socialmente: feminino e masculino. Como se tivéssemos que ser uma coisa OU outra e ponto. Mania de nos prender sempre em caixinhas, tipo 'vc é homem, homem não chora, homem casa com mulher, homem troca lâmpada', 'vc é mulher, tem que ser delicada, abrir a boca só quando for solicitada, casar com homem, ter filhos e morrer na beira do fogão'. Assim é a vida quadrada que sempre nos impuseram. Voltando ao assunto, identidade de gênero é basicamente a pessoa ser homem ou mulher. E às vezes acontece de ela nascer com o corpo errado. É quando o sexo biológico discorda do gênero psíquico. Isso nada tem a ver com homossexualidade! Por exemplo (que eu conheço): uma pessoa nasceu homem, mas se percebe como mulher desde a infância. Ela pode muito bem após realizar a cirurgia de redesignação sexual (troca de sexo) ou antes é claro e até mesmo se ela não realizar, se sentir atraída por mulheres, ou seja, orientação sexual homossexual. Ela vai ter em seus documentos o nome social (que é outra novela), vai ser uma mulher - ou transmulher - e lésbica. Como poderia também ser bi. Aí os idiotas vão perguntar: 'ai pra que ela virou mulher se queria pegar mulher? por que então não ficou homem, que era bem mais fácil?' Porque, ô energúmeno, ser mulher é a identidade de gênero dela!!

Precisa desenhar? Então tá aí.
    
Voltando ao livro, aqui está uma pequena sinopse, retirada do site da Livraria Saraiva: "Viagem solitária conta a história de João W. Nery, o primeiro transexual masculino de que se teve notícia no Brasil. Especialmente dedicado a todas as pessoas que se reinventam para achar um lugar no mundo, narra a infância triste e confusa do menino tratado como menina, a adolescência transtornada, iniciada com a “monstruação” e o crescimento dos seios - que fazia de tudo para esconder -, o processo de autoafirmação e a paternidade. São muitos os personagens dessa história: de Darcy Ribeiro, considerado seu mentor intelectual e um dos primeiros amigos a compreenderem-no, a Antônio Houaiss, que, sendo um grande defensor das liberdades democráticas, recomendou seu primeiro livro para publicação, Erro de pessoa: Joana ou João?, do qual foi prefaciador. História de dramas, incompreensões e lutas, Viagem solitária é um livro tecido de dor e de coragem e que anuncia, talvez, um mundo menos solitário para os “diferentes”, para aqueles que não se enquadram entre as maiorias."

João W. Nery

Li freneticamente até terminar. O livro me emocionou várias vezes, desde o prefácio. E dei algumas risadas também, especialmente de uma frase dita por um amigo de João, o Pedro Matheus: "Até que sou um cara sortudo. Sou cego, negro, pobre, mas felizmente não sou mulher". Tive que rir pra não chorar. Após o fim da leitura fui procurar o autor na internet e encontrei um perfil do Facebook. Num ato de tietagem adicionei e qual não foi minha surpresa e alegria quando ele me aceitou e ainda respondeu minha mensagem! Pessoa querida e atenciosa. Inacreditável, mas ainda existem pessoas boas nesse mundo. Pessoas que passaram as maiores dificuldades e estão na luta pelos seus direitos e pelos direitos de outras minorias.
João, quando ainda era Joana
Eu conheci o João (tri íntima) quando a Marília Gabriela o entrevistou em 12.10.2011, mas com a correria da vida acabei esquecendo que eu queria ler seu livro. Quase 2 anos depois me deparei com ele (o livro) na estante da Biblioteca Municipal de Antônio Prado, no meu primeiro dia de trabalho! Então, quem quiser lê-lo é só vir a AP, se cadastrar na Biblioteca e retirar. Brincadeirinha, me avisa, que eu levo num findi pra Porto Alegre, o prazo de empréstimo é de duas semanas, dá tempo né? Ainda mais se a pessoa engolir o livro, como eu.

João e seu filho, Yuri, lindo nome!
Encerro com algumas frases que João citava no começo de cada capítulo do livro:
- 'Quando perdemos o medo de perder, acabamos descobrindo a imensa alegria de achar' - Thomas J. Burke.
- 'Amadurecer é a transcendência do suporte ambiental ao autossuporte' - F. Perls.
- 'A conquista de si próprio é a maior das vitórias' - Platão.
- 'Os espelhos fariam bem em refletir um pouco mais antes de devolver imagens' - Jean Cocteau.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Filme: Lua de Papel



Dia desses assisti ao filme Lua de Papel, de Peter Bogdanovich. Cheguei nele de carona na repercussão do excelente Indomável Sonhadora, que indicou ao Oscar desse ano a pequena Quvenzhané Wallis, de apenas 9 anos. A atriz principal de Lua de Papel é Tatum O'Neal, que por seu trabalho nesse filme levou pra casa a estatueta, se tornando a atriz mais jovem a ser premiada. Li algumas matérias que falavam sobre atrizes indicadas e/ou premiadas ainda crianças, como Shirley Temple, Anna Paquin, Abigail Breslin e a diva Jodie Foster. Foi quando conheci a Tatum e fiquei enlouquecida para assistir esse filme, que é de 1973.


Uma breve sinopse: em 1936, após a morte de sua mãe, Addie Loggins (Tatum) fica sob os cuidados de um vendedor de bíblias golpista, Moses Pray (Ryan O'Neal), que pode ou não ser o seu pai. Quando Addie parte com Moses da cidade em que vivia para ser levada aos parentes distantes, se mostra precoce e esperta, chamando atenção do 'pai', que vê nela uma parceira para seus golpes. A partir daí rolam muitos episódios divertidos e Tatum mostra que o Oscar foi merecido. Mas sua personagem não fica para trás, menina inteligente e ardilosa, que aos 9 anos fuma feito adulta, passa a perna em muita gente com seu rostinho angelical.

Olha a cara da danada!

Muito mais esperta que Moses (que é pai dela na vida real), ela arquiteta planos incríveis pra conseguir dinheiro. Mas não é só isso. Não vou contar pra estragar a expectativa de quem vai assistir, mas digo que é um filme que merece ser visto, não apenas pela atuação de Tatum, mas também pela sutileza com que ele foi conduzido. É um dos poucos que categorizados como comédia dramática tem minha aprovação, pois acho que ele não poderia pertencer a outro gênero.

Como definiu o diretor de fotografia, Laszlo Kovacs, nos créditos do dvd: 'comovente, mas não sentimental; engraçado, mas não cômico'. Ótima descrição!

Super-recomendo. Tem pra locar ali na Cia do Vídeo (Lima e Silva com Perimetral), é só falar com o Alexandre!

terça-feira, 9 de julho de 2013

2013 - Antônio Prado



Tá, parou a palhaça de não escrever mais aqui! Preciso criar vergonha na lata e me prestar uns minutinhos de vez em quando pra não abandonar meu fãs (ha-ha-ha). Novidades muito novidentas é a ex-Cafetina aqui agora ser Bibliotecária da Prefeitura Municipal de Antônio Prado. Chiquérrima! Segundo minha amiga Fernanda (que foi quem me passou agora o link do blog, pra me lembrar que ele existe) em breve serei uma escritora rica tipo Carrie Bradshaw. Coitada, precisa se tratar com urgência. A que nível chega uma amizade, heim? Nunca pensei...


Não é uma cidade fofíssima? A primeira foto é do pórtico de entrada da cidade e essa aqui em cima é da fonte que fica na praça, onde eu pego sol todo dia após o delicioso almoço! Abaixo é um pedacinho da praça também, vista da 'minha casa'.



Agora chega porque preciso trabalhar, não é fácil ficar rica rica!



quinta-feira, 19 de julho de 2012

Nada pode ser pior do que o pior.


Qual o problema em dizer a verdade? Verdades deveriam ser ditas. Sempre. Especialmente para aqueles a quem amamos. E nem me venha com aquele papo de proteger, de que fulano vai sofrer. Porra!! Não tem um clichê imbecil que diz 'me magoe com a pior verdade...'? algo assim. Sejamos sinceros então. Puta que pariu, só eu tenho dificuldade em mentir? Detesto mentira! Ahhh omitir não é mentir, esqueci desse argumento imbecil que utilizam quando na verdade querem falar: 'helloooou babaca, te enganei HAHA'.


E onde estão os amigos? Quais? Aqueles que um dia se teve e que em algum momento, não se sabe qual, deixaram de ser companhias diárias. Deixaram de estar ali no cantinho da tela online para quando a gente precisou. Foda. Sei que posso telefonar, mas... nem saberia mais como começar a falar. Tanto tempo passou, nem lembro mais como se diz: hei tô mal, conversa comigo! Piegas demais.




Nessas horas só a Amy ajuda. Ainda bem que ela deixou suas canções com a gente, seria terrível demais além de ela ter ido, suas músicas terem partido também.




Esse não saber me corrói, machuca, dói. Faz sofrer mais do que o suposto sofrimento do qual querem nos proteger ao não dizer a verdade. Porque sem saber do que se trata, dramática e pessimista que sou, penso sempre o pior. E nada pode ser pior do que o pior.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Marcha das Vadias 2012 - Porto Alegre

Ontem rolou a Marcha das Vadias em Porto Alegre, cidadezinha querida do meu coração. Sério, pelo menos ontem eu tive um baita orgulho de viver aqui, até cheguei em casa saltitando ('quem não pula é machista!') e cantando 'Porto alegre é demais'(mentira, não é pra tanto). Quando a Marcha alcançou a Avenida Osvaldo Aranha estávamos todos contagiados com a vibe, entoando aqueles gritos de guerra lindos, que não saíram da minha cabeça até agora!

O céu azul, o sol brilhando e aproximadamente 5 mil pessoas vociferando 'o útero é meu', até aqueles que nem útero tem. Mulheres, homens, crianças, idosos, cachorros, todo tipo de criatura que quer um mundo sem machismo, sem racismo, sem homofobia tava lá.

A notícia mais otimista que encontrei, em termos de levantar nossa bolinha, dizia que éramos 3 mil pessoas. Eu discordo e de acordo com a minha (nenhuma) experiência em mensurar público de eventos digo com absoluta certeza que éramos mais de 5 mil vadi@s. Gente, a Osvaldo ficou completamente tomada de povo! Foi lindo!

Vou colocar aqui as imagens registradas pelo rapaz, Yuri Victorino.

concentração

cão vadio


vadia desde pequeninha



o importante são os valores passados de geração em geração:  vadia mãe, vadia filha.    

ciclistas também estavam lá.





bibliotecárias discutindo as leis de ranganathan.

vá-dias de ter que se comportar como manda a porra da sociedade.



parando o trânsito.

outro cão vadio.



'atravessa a osvaldo aranha e entra no parque farroupilha'



Gritos de guerra:

"A nossa luta e todo dia, somos mulheres e não mercadoria"

"Se o corpo é da mulher, se o corpo é da mulher. Ela dá pra quem quiser, inclusive outra mulher"

"Eu não sou miss, nem avião. Minha beleza não tem padrão"

"Eu só quero é ser feliz, andar tranquilamente com a roupa que escolhi, é, e poder me assegurar que de burca ou de shortinho todos vão me respeitar"