segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Eu continuo a mesma mas a Festa da Ipanema... quanta diferença!


Eu tento não me sentir velha e acreditar que meu tempo ainda não passou, mas fica difícil diante de algumas situações. O que é essa Festa da Ipanema?? Colocaram Wander pra tocar antes das 16h e umas merdas que nem sei o nome à tardinha. Vou perder Acústicos e Tequila Baby, que vão encerrar, porque não aguentei ficar lá. É complicado de saber 'o tipo de gente' que comparece a esses eventos, mas certamente não são mais os mesmos... e digo isso não só pelo cronograma das bandas, mas também pelas garrafas jogadas no palco, que chinelagem! Velhos tempos...


O som uma merda e uns loucos lá ainda pediam silêncio pra tocar, ah vá se fuder!!! Nem beber eu bebi, isso não é um bom sinal... Foi sem graça, que pena. Bom foi encontrar os amigos e curtir o calorão maravilhoso de hoje.


Ah e a Schin patrocinava o negócio, mas não tinha uma cerveja deles pra vender lá, estranho...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Coisas irritantes

Algumas coisas estão me irritando nessa madrugada, mas não o suficiente pra me entristecer. Apenas pra dar uma dorzinha no estômago... ansiosa eu? Catastrófica? Exagerada? Sim, sou tudo isso! Sou e pronto. Gostou, gostou, não gostou, cai fora. Não vai fazer falta, mas sai de cima do muro, odeio gente indecisa...
Essas são as coisas irritantes:

- Está frio, uns 14°C acho, ontem tava 38! Odeio Porto Alegre. E meu pé tá gelado.

- Ir a SP ver a Amy vai sair caro e não sei se vou conseguir.

- Tá difícil achar um vestido bonito, chique, moderno, comportado (mas não muito). Com corte, cor e tecido apaixonantes, pra ir ao casamento da Nanda.

- Caiu uma das pedras do meu anel de formatura...

- Pessoas que pareciam ser próximas estão tão longe, apesar de perto geograficamente. E só eu sinto falta, eterna saudosista...

Porém, apesar dessas irritações comuns, o dia de amanhã (que já é hoje) reserva uma boa notícia... e daí é correr pro abraço!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Outubro e as vacas

27ºC, sensação térmica de 26ºC. Céu azul e sol. Pernas de fora. Não precisar pegar ônibus lotado pra me deslocar. O que mais eu quero da vida? Muitas coisas, mas esse 21 de outubro já tá de bom tamanho. Em dias como hoje, que têm sido frequentes, a minha relação com Porto Alegre se torna mais amigável. Tá longe de ser perfeita, ainda mais vendo o povo tirar foto com vacas coloridas espalhadas pela cidade (http://www.cowparade.com.br/poa/). Elas são bonitinhas, umas mais outras menos, só não entendo porque tem uma vaca sentada, de pernas cruzadas lendo uma ‘ZH Dominicow’ na 24 de outubro! Pobre vaca... deve estar com dor nas costas e provavelmente perdendo uns neurônios por ler esse jornal. Fora que ali pela volta do Parcão tem uma vaca em cada esquina. Não sei por que, já que só pobre pára pra tirar fotos, pra colocar no Orkut.

Tá, vou parar de criticar tudo e todos. Hoje estou de bom humor! São quase 18h, vou pro Centro a pé curtir esse dia maravilhoso e o sol só vai embora lá pelas 19h30m. Vivaaaaaa!!!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Um bonde chamado desejo



Acabei de ler 'Um bonde chamado desejo' de Tennessee Williams. Foram cinco horas de leitura desesperada e ininterruptas (mentira, eu parei pra atender 3 telefonemas, ir ao banheiro (mas levei o livro) e devorar um sanduíche delicioso que aquele rapaz fez pra mim). Eu tinha curiosidade de assistir ao filme, ler o livro ou assistir uma das 1000 montagens feitas no teatro, mas não imaginava que seria tão bom! Blanche DuBois é uma das personagens que mais me impressionou na literatura, desde a primeira frase que li dela. Eu não vou aqui fazer uma crítica profunda da obra porque essa não é a intenção e mais ainda porque estou extasiada com a leitura, que não conseguiria dizer coisa com coisa. E também porque minha profissão não é crítica literária, estou beeem distante disso, sou apenas uma leitora normal.



Hoje eu estava tão agitada, elétrica e estranhamente sem vontade de assistir filmes e 'Um bonde...' me fez tão bem! Estou um pouco mais calma e se não fosse tão cedo, acho que até conseguiria dormir. Eu esperei ansiosa uns dois meses para ver a Playboy da Cleo Pires, mas o livro me encantou mais. Não que a revista tenha sido uma decepção, longe disso, os ensaios estão lindos, de uma beleza nada apelativa ou vulgar e minhas revistas (é eu comprei as duas) estão aqui na mesa de centro para quem quiser ver e serão guardadinhas com muito carinho! O que eu quis dizer é que me surpreendi com o livro. E como é bom quando não temos expectativas sobre algo e esse algo acaba sendo maravilhoso né?


Enfim, recomendo a leitura. Quem quiser emprestado, é só pedir, mas só pro ano que vem porque quero ler mais umas 143 vezes ainda!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Top 30

Já que não dá pra fugir do inevitável nem parar o tempo, preciso me acostumar com a ideia. E pra isso é bom falar sobre o assunto, assim talvez, quem sabe um dia, meu 'eu' interior e o exterior e todo o recheio se acostume. Às vésperas de completar 30 (nunca tive tanta raiva desse número, que também é o da (ex)minha casinha lá da Travessa do Cangaço) anos estive pensando sobre tudo que vivi nessas três décadas. Lembrei da minha infância, dos amigos, das brincadeiras, das pedradas no telhado da vizinha, da minha bola de vôlei querida que aquele ônibus cretino passou por cima sem dó nem piedade (AR 1932 era a placa do ônibus), do enterro que fizemos pro rato que matamos, do desespero do guri da rua do campo quando corremos atrás dele, não sei porque, e ele derrubou o leite que tinha ido comprar pras irmãzinhas bebês tri-gêmeas. Lembrar daquilo que foi bom é massa, mas dá uma saudade doída às vezes... e quando os episódios foram ruins e hoje podem ser lembrados com diversão, aí é muito bom! Tá vou parar com esse papo porque não quero chorar, pra que chorar? Nem estou em crise. Fazer 30 é a coisa mais normal do mundo, ainda mais com essa minha pele de pêssego. E o bom de se tornar uma balzaquiana (meu deus, agora Dani vai morrer de rir da minha cara) é que esse conceito mudou e eu não preciso levar a vida tããão a sério, posso continuar me divertindo com coisas tipo jogar basquete de madrugada na beira do Guaíba, ter um cão imaginário e achar que um bicho de pelúcia é gente e levá-lo em formaturas e viagens. É, acreditem, eu sou normal e mais, sou feliz assim!


Então para comemorar essa idade tão temida mas que me enche de expectavivas, fiz uma lista de 30 fatos da minha vida até agora. Coisas boas, ruins, chatas e divertidas que acredito refletem muito quem eu sou e fui. Antes aproveito para citar duas coisas que NÃO aconteceram comigo, porque acho que sou um caso raro: eu nunca fui assaltada e nunca fumei maconha! Vamos ao TOP 30.




  1. Vi o Grêmio ser campeão do mundo


  2. Aprendi a dirigir


  3. Andei de avião


  4. Fiz terapia


  5. Conquistei e mantive duas ou três amizades valiosas


  6. Morei sozinha


  7. Fui mordida por um cachorro


  8. Ganhei uma festa de aniversário surpresa


  9. Já quis ser policial, dançarina, jornalista, atriz, animadora de festas, arquivista, recenseadora, assistente social, cantora, arqueóloga, secretária, tradutora de Libras, médica, estilista, passeadora de cães, decoradora, astrônoma, jogadora de basquete, engenheira florestal, modelo, ledora para cegos e/ou hospitalizados, fotógrafa, garçonete, historiadora, guia turística, engenheira química, angelicat (paquita da Angélica), servente de obras, corretora de imóveis, gerente de loja e cobradora de ônibus


  10. Traí e fui traída


  11. Frequentei o Bar do João


  12. Conheci outro país


  13. Desfilei na minha escola de samba


  14. Fui ao show do ‘Menudo’ e das ‘Marcianas’


  15. Vi mais de 730 filmes


  16. Experimentei todas as bebidas que quis


  17. Mudei, e mudo ainda, muito de emprego quando fico entediada


  18. Escondi uma pessoa embaixo da cama


  19. Passei no vestibular e me formei na UFRGS


  20. Comprei meu apartamento


  21. Já tive cabelo roxo, liso, loiro, crespo, ondulado, preto, curtíssimo, passando da cintura, uma juba de leão, cheio de trancinhas, com mexas vermelhas e amarelas, com franja, tipo Chitãozinho e Xororó, raspado embaixo e piolhento.


  22. Meu mundo caiu (by Maysa) aos 16 anos


  23. Acreditei - e desacreditei - no PT


  24. Matei aula pra ir ao aeroporto tietar o ‘Negritude Jr.’


  25. Quase morri fugindo de tiros


  26. Caguei nas calças... duas vezes


  27. Fiz quatro tatuagens


  28. (quase)Beijei uma menina


  29. Fugi de casa, mas voltei na mesma noite


  30. Bebi vinho de madrugada, no cordão da calçada, no centro do Rio de Janeiro no meu aniversário.

Que coisa não?

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Queria...

Cinco coisas que eu queria agora:


- um telefonema com a notícia tão esperada

- sol e 15° a mais

- ter vontade de comer

- um remédio que impedisse a TPM (teria que ser criado, eu sei)

- fazer 25 anos mês que vem


Vai sonhando vai...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Que merda!

Minhas mãos tremem mais do que de costume e meu coração parece que tá na garganta. A tremedeira é tanta que acabo de apertar algumas teclas involuntariamente. Uma amiga disse esses dias que certas coisas acontecem apenas com certas pessoas. Acho que ela tem razão e que estou predestinada a passar por situações constrangedoras e ridículas. E as mais engraçadas (sim, porque eu tenho que levar pra comédia, senão me atiro pela janela) envolvem o mesmo assunto. Vocês não imaginam a merda que eu acabo de fazer! E quando digo merda é merda literalmente. Então previno as pessoas que têm nojo de falar em cocô, vômito e nojeiras em geral para não prosseguirem a leitura. Tô avisando e quem avisa, amigo é.



Diferentemente da maioria das pessoas que conheço eu não tenho nenhum problema em fazer minhas necessidades básicas sólidas fora de casa e até invejo quem consegue segurar o cocô até a hora de ir pra casa. Porém não consigo esperar, se é aquela vontadinha até dá pra segurar uns minutinhos, mas se é uma cagada que espero há 5 dias, corro pro banheiro. E foi assim que fiz agora pouco. Só que estou num trabalho novo e é numa residência chiquérrima, que tem 3 banheiros, um auxiliar, um da suíte e o do corredor, que é o que eu uso. Tudo bem, essa não é a primeira vez que faço minhas necessidades aqui, mas a coisa ficou feia devido a alguns agravantes... Primeiro: eu não ia ao banheiro há 4 dias e a última vez foi meio estranha, acompanhada de umas cólicas e tal, mas nada de mais. Segundo: a casa onde estou fazendo esse trabalho normalmente está calma, apenas com a presença da dona da casa, sua secretária, às vezes a moça que limpa e vez ou outra uma de suas netas. Terceiro: eu ainda não tinha feito um test drive da potência da descarga do vaso sanitário. E hoje tudo saiu do controle, meu corpinho liberou uns 2 quilos de... alimentos que meu organismo não aproveitou, a patente não é eficiente como eu gostaria e a família toda da dona da casa estava reunida num churrasco. Ela, filhos, netas, secretária, a moça da limpeza, o cachorro, TODO MUNDO! Que infortúnio. O mais divertido (ironia) é que tinha pessoas que eu ainda não conhecia, aí é foda né? A primeira impressão é a que fica e eles iriam lembrar pra sempre da bibliotecária cagalhona. Pelo menos, um familiar que mora aqui não estava presente e ele é uma importante figura pública. Eu iria lembrar do acontecido e morrer de vergonha toda vez que o visse na TV ou na rua. Ainda bem que ele é superocupado pra churrascos em família ao meio-dia de uma terça-feira.



Vou direto ao ponto porque as preliminares não têm importância nesse caso. Logo que cheguei ao trabalho me ofereceram um café e eu aceitei. Apesar do momento dos comes terem acabado, a confraternização continuava, num ir e vir de pessoas pela casa. Aí me deu aquela vontade irresistível, impossível de resistir mesmo, de ir ao toalete (como sou chique!). Fui e fiz o que deveria, foi um alívio. Mas quando levantei e olhei a quantidade de... alimentos que meu organismo não aproveitou, rezei para a descarga ser superpotente. Comecei a rezar apertei o botão uma vez, não desceu nem metade, apertei de novo, ninguém se mexeu, aí lembrei daquela escovinha que tem atrás do vaso e percebi que nunca na vida achei aquilo tão importante. Apertei a merda com aquilo pra ver se desmanchava, dei a descarga de novo e nada. Só que a escovinha estava toda cagada. Aí lembrei daquela mangueirinha que inventaram pra substituir os falecidos bidês e graças a deus o jato dela era forte. Só que nisso alguém tentou entrar no banheiro e ficou por ali no corredor conversando com outras pessoas e com a dona da casa, já que o quarto dela é bem em frente ao banheiro. Então eu estava preocupada em dar a descarga tantas vezes, eles poderiam achar que eu tinha entupido o vaso com meu cocô e o que eles pensariam de mim? Que eu tenho cú como eles e todas as pessoas do mundo (eu acho), normal. Mas não sei porque as pessoas criaram esse constrangimento todo em volta das necessidades básicas. Enfim, depois de cagar tudo aquilo, eu estava me cagando de vergonha que alguém percebesse a cagada que eu tinha feito. Aí lavei a escovinha com a mangueira e dei mais um jato no vaso. Restaram uns 15% de merda que insistiam em não descer, pensei em tentar desmanchar aquele "pedaço", aí tive que pegar a escovinha novamente que já estava limpinha e apertei aquele cocô desgraçado com toda minha força. Dei a descarga de novo, não adiantou, peguei a mangueira e fiquei apertando por uns minutos contra a bosta. Dei descarga de novo, aí saiu tudo. Só que a escova estava toda, toda, toda cagada, aí peguei a mangueira e fiz o que pude, mas ainda ficaram uns grãos (viu como eu como fibras?) não sei do que presos nas cerdas e eu me fiz de cega e guardei ela lá atrás da patente. Mas o martírio ainda não havia acabado, o louça lá no fundo estava suja (odeio louças brancas!) e eu me negava a pegar a escova novamente, então peguei muito, muito, muito papel higiênico e enfiei a mão lá. Depois de duas remessas de papel saiu tudinho. Só uma coisa ainda me deixava nervosa, o fedor que estava no ar associado à falta de refil dentro daqueles troçinhos perfumados grudados na parede. Vasculhei, tentando não fazer barulho - eu achava que o prédio inteiro estava ouvindo minhas peripécias em volta do cocô - todas as portas e gavetas dos armários procurando o refil daquilo ou um perfume, mas não tive sucesso. Sem hesitar peguei um desodorante em spray, que não de quem é e espalhei por todo o banheiro. Ainda abri a tampa do vaso mais 3 vezes antes de sair pra ter certeza que nenhuma bosta tinha voltado renascida do inferno, pra me aterrorizar. Mas como sou uma pessoa iluminada, estava tudo resolvido. Fiz uma cara de paisagem, destranquei a porta e saí pelo corredor com toda a naturalidade do mundo, rezando para que não tivesse ninguém no corredor e para que nenhuma criatura entrasse lá nas próximas horas. E rezei também para que ninguém percebesse que eu fiquei lá por quase uma hora.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mentiras Sinceras - O filme

Insônia. Mente inquieta, pensamentos que não param. Depois de quarenta minutos tentando inicar uma oração, depois de virar na cama umas dez vezes e de acordar o rapaz ao meu lado umas sete vezes, desisti. É complicado tentar dormir num horário em que não estamos acostumados. São apenas 3h51min e eu não durmo antes das 5h nas últimas semanas. Ai ai, não sei porque essa minha agitação noturna - logo eu que sou tão calma, rsrsrs - já que hoje, que já é ontem, foi um dia tão proveitoso e amanhã, que já é hoje, eu começo um novo trabalho! Enfim...

Dei sorte que no Corujão está passando Mentiras Sinceras e eu gostei muito quando assisti esse filme pela primeira vez. Tá certo que foi o título que chamou minha atenção na época, por causa da música do Cazuza, mas aconteceu que gostei dele mesmo. Foi a partir dele que comecei a gostar do Tom Wilkinson, não sei se foi dele ou do personagem, mas hoje gosto dos dois. O cara fica sabendo que a mulher, com quem ele achava que era tão feliz, atropelou e matou um homem. E esse homem era marido da empregada querida deles. E a mulher estava dirigindo o carro de outro cara no atropelamento. E esse outro cara era amante dela. E eles estavam bêbados. Quanta desgraça junta. Como esse marido ficou do lado dela? É uma pergunta que não quer calar. Ele a perdoou, a apoiou e tentou defendê-la de qualquer suspeita. Convenhamos, essa história só podia ser ficção mesmo. Não que eu ache certo ou errado, é só uma constatação, rsrsrs. Ou eu vivo num outro mundo completamente diferente do roteirista (o que é bem provável porque ele deve morar em Hollywood e eu em Porto Alegre, ah não, o filme é europeu) ou esse filme é no mínimo surreal. O marido não só fica ao lado da mulher, como aguenta firme os encontros dela com o amante, porque mesmo depois de matar o coitado do marido da empregada, eles continuam se encontrando, cretinos! Porém, contudo, todavia, entretanto, percebe-se que o marido traído não tinha uma relação assim tão feliz como supunha. Aqui vai um diálogo do casal:

Ele: você quer o divórcio?
Ela: eu só quero que todo mundo pare de ser tão infeliz.

Aí fiquei com pena dela, coitada. Servindo de Amélia pro cara a vida toda, cozinhando, servindo, lavando, passando e ele nem aí pra felicidade dela. Um amante não foi uma alternativa tão ruim assim, né? Que fiquei bem claro, não estou apoiando a bigamia, estou apenas analisando a situação, ok? E ainda nesse mesmo diálogo, eu acho, ele reclama pra ela que eles deveriam ter tido um filho. Ó deus! Porque casais à beira do abismo sempre acham que ter filhos solucionaria tudo? A responsabilidade de manter o relacionamento é exclusiva do homem e da mulher, não adianta colocar esse fardo num pobre bebê inocente. Entenderam???

Bem, não vou contar o desenrolar do filme, fiquem curiosos lálálálálá. Só digo que vale a pena assistir.

Droga... já tô com fome, vou ter que ir lá na cozinha fazer algo pra comer, que sacrifício. Queria gritar: Manhê!!!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Ter ou não ter?

"Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria."



Um amigo me mostrou essa frase há algum tempo e tenho pensado bastante nela. Meu amigo disse que é com essa frase que Machado de Assis finaliza Memórias Póstumas de Brás Cubas, mas como eu nunca li (não me matem! Alguns livros para o vestibular eu só li os resumos, rsrsrs) não posso dar certeza absoluta que a fonte é quente. Pesquisando na internet encontrei em alguns sites essa mesma informação, então acredito que seja mesmo. De qualquer forma, pretendo comprar o livro em breve e daí vou ter certeza. Pra quê tanta neurose em provar a veracidade da informação? Bibliotecários servem pra isso, também. E outra, essa tal internet tem tanta porcaria que a gente não deve sair confiando assim. Existem tantos Blogs bestas, sem noção, com linguagem chula, falando bobagens inúteis. Esses jovens...


Retomando o assunto principal, quando li a tal frase pela primeira vez senti um alívio tão grande porque achei que só eu (e alguns bons amigos) pensasse assim. E a frase não foi dita por uma jovem revoltada, foi por Machado de Assis! Se ele pensava isso de fato ou se era o personagem não sei e não importa. O que importa é que alguém já antes da loucura do século XXI tinha noção de que ter filhos não é a salvação do mundo. Isso significa que não estou sozinha nessa pois existem pessoas que concordam comigo. Sempre pensei que eu não podia ser um caso isolado. Viva! Agora vou me exibir bastante dizendo que o "pai" da Capitu concorda comigo lálálálálá.

Eu não quero ter filhos e vejo que essa ideia é mais comum do que se pensa. Muitos amigos, conhecidos, conhecidos de amigos e amigos de amigos já expuseram essa ideia também. E não, eu não vou me aprofundar nas razões de cada um, muito menos nas minhas porque senão esse post vai acabar no Natal. Meu intuito é mostrar essa frase pra quem não conhece, para que talvez possa refletir sobre ela e repensar algumas verdades que nos foram impostas há milênios.


Será que é justo colocar um ser nesse mundo apenas porque queremos selar um amor? Eu sei, não sou romântica. E não, não estou fazendo apologia à adoção, mas ela até pode ser uma solução pra quantidade de órfãos de pais vivos espalhados pelo mundo.

Acredito que pensar não custa nada e talvez aquela frase "quem pensa não casa" estivesse justamente dizendo pra pessoa não casar. Tomar decisões enlouquecidamente sem pesar as consequências pode ser divertido para agarrar alguém numa festa ou pra pintar o cabelo de azul, mas pra gerar uma pessoa? Acho que deve ser bem pensado.


Esse texto pode não ser engraçado mas tentei abordar o tema de forma leve. Gostaria apenas que mais pessoas pensassem nisso, porque acredito que o poder de dar a vida, assim como outras formas de poder, não deveriam ser usadas indiscriminadamente.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Espíritos?





Algo muito estranho está acontecendo nesse exato momento comigo. Sabe aquele bate-papo do Yahoo? Pois é, abri meu email agora e vi que a única pessoa disponível para bate-papo sou eu mesma! Como pode isso? Normalmente ali ficam os nomes dos meus contatos e eu não sou contato de mim mesma (ou sou?). O mais sombrio é que eu chamei a mim mesma pra conversar. E vocês não vão acreditar que eu respondi pra mim mesma! Ó Deus, será um espírito meu online em algum outro lugar do mundo? Não, peraí... hahahahaha. Eu respondi pra mim mesma a mesma coisa que eu mesma perguntei pra mim mesma. Legítima conversa de louco, será que estou nos quadrinhos do Cebolinha e nem percebi?

Pra elucidar tal questão perturbadora dessa minha madrugada, vou reproduzir a conversa aqui.

Eu: oi
Fulana de tal (meu nome): oi
Eu: quem é vc?
Fulana de tal: quem é vc?
Eu: tá de brincadeira?
Fulana de tal: tá de brincadeira?
Eu: ai ai ai
Fulana de tal: ai ai ai
Eu: qual é a tua?
Fulana de tal: qual é a tua?
Eu: ô sua cretina!
Fulana de tal ô sua cretina!
Eu: cretina é tu, piranha!
Fulana de tal: cretina é tu, piranha!

Depois dessa resolvi parar antes que começasse a dar socos em mim mesma.
Tá certo que eu gosto de falar sozinha e sou meio pirada, mas isso já é demais, não?
Ou essa piranha (que espero não ser eu) é uma louca varrida ou é um clone meu ou são espíritos zombeteiros... ai lembrei de Poltergeist, vou desligar esse computador antes que eu entre pra dentro da tela, como a Carol Anne do filme. Meeedooo!






segunda-feira, 10 de maio de 2010

Baixo nível em Altas Horas

Eu não sei como ainda fico surpresa com o nível dos programas de TV. Já faz tempo que tudo vai de mal a pior, mas como sou viciada em televisão, tento o máximo que posso tirar bom proveito de um programa aqui, uma novelinha ali. Eu sei que essa caixinha é uma merda, que só serve pra "evaporar o cérebro", como disse Miss Daisy, mas cada um com seus problemas. Eu não me meto nos vícios alheios, então não se metam nos meus! Não dou chá de moral no flanelinha aqui da rua que cheira cola, não discuto os malefícios do álcool meus tios cachaceiros, não critico o Tiger Woods por sua dependência sexual, muito menos incomodo minha mãe pra parar de fumar. Cada um sabe dos seus vícios e sabe o quanto é difícil parar. E não tem coisa mais chata do que ouvir o seguinte comentário, de uma pessoa supercorreta quando tu acende um cigarro: "sabia que isso vai te matar?" Que gente mais insuportável! Como disse um sábio artista musical, cada um no seu quadrado.
E como meu vício em TV não prejudica ninguém, além de mim mesma, vou continuar assistindo até quando me der na telha!

Voltando ao assunto, é incrível como programas que foram bons por duas ou três semanas continuam tão bem quistos passados dez anos, sendo que estão cada vez mais clichês e entediantes. A madrugada é o período menos pior de programação televisiva, exceto aos sábados, quando não temos opções além dos filmes pornôs da Band. Aí um dias desses o Altas Horas conseguiu a façanha de me prender apenas porque o MV Bill estava sendo entrevistado. Adoro ele, pelo artista que é e mais ainda pelo homem, por suas ideias, opiniões e franqueza. Ele falou do filme no qual atuou recentemente, interpretando um presidiário. Gostei muito de ver algo útil na televisão naquela madrugada, apesar de detestar quando a platéia começa a fazer aquelas perguntas estúpidas, tipo: "qual o momento mais marcante na tua carreira?", "qual recado tu gostaria de dar pra aqueles que estão começando" ou "como começou tua carreira", pergunta feita, por exemplo, pra Milton Nascimento. Que gente burra! Não tem algo interessante pra perguntar, cala a boca! Mas o pior é quando o entrevistador, no caso apresentador, resolve dar uma de anta. A última pergunta do Serginho pro MV Bill foi: "e você, já foi preso?" Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem... Santo Deus! Isso é pergunta que se faça?? Por acaso alguém perguntou pra Ana Paula Arósio se ela já se prostituiu, por ela ter estrelado Hilda Furacão? Ou questionaram o Clint Eastwood se alguma vez praticou a eutanásia, como em Menina de Ouro? Será que alguém perguntou à Demi Moore se ela já havia feito sexo com um fantasma, fora do Ghost? Gente, isso é ficção. Deve ser difícil distinguir vida e arte, né? Nãããããão, é mentira! Isso é preconceito, é racismo! Só porque o cara é negro, tem que ouvir esse tipo de pergunta. Só porque nasceu e viveu numa favela é provável que tenha sido preso, claro! Negros, pobres, favelados não têm outro destino. E só "viram artistas" depois de passar pelo mundo do crime e se arrependerem. Isso é absurdo!
Eu que nunca fui com a cara de jornalistas/entrevistadores/apresentadores, agora estou totalmente decepcionada...


E nós ainda escutamos sempre tais baboseiras: "Imagina... a escravidão acabou e o racismo também", "O Brasil é um país de todos, livre de preconceito" e "a mídia é totalmente neutra". Hahahahaha.

Que vergonha pertencer a esse mundo.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Sem ideia pra título

Inter em campo, ganhando o jogo, que saco.

Aquele "rapaz" me tonteando, falando sozinho, o bom é que posso apenas dizer "aham", "sim, claro" ou "hahahaha", que ele está tão absorto em suas loucuras comerciais que nem presta atenção no que eu respondo. Ponto pra mim!




Hoje vi tanta coisa linda numa loja de coisas velhas, fico pensando que se eu pudesse compraria um apartamento de seis quartos. Um para dormir, outro para o closet e os outros quatro só pra encher de cacarecos. Adoro isso! Colocaria móveis lindos antigos e sobre eles minhas Barbies e joguinhos de quando era criança. Ultimamente ando aficionada por máquinas de costura, vou nos briques e fico namorando elas. Esses dias tinha uma tão linda, que decoraria um dos seis quartos que não tenho. E não era caro. Sei que todo mundo vai dizer: "Mas tu não costura!". É verdade, mas esso é o tipo de coisa que se aprende. Minha irmã comprou uma de última geração e tá enfiada no roupeiro há meses, porque ela também não sabe costurar. Pelo menos a minha eu usaria como peça de decoração, muito mais útil, né?

Mas essa andança toda de hoje não serviu apenas pra os ácaros invadirem todo meu corpo, fazendo minha rinite reaparecer, fiz umas boas aquisições. Comprei uns discos (LPs) do Cazuza que me faltavam, é tão bom completar uma coleção. R$ 3,00 cada um, será que Cazuza está se revirando na cova por ver sua obra ser vendida por tão pouco? Acho que não, ele deve estar atualizado lá no céu e sabe que há mais de quinze anos a onda é o CD, esse sim é caro.

Comprei também um prato igual o que minha vó usava quando eu era criança, sou muito saudosista, eu sei. Eu gosto das coisas antigas. E gostaria que minha família fosse assim também, porque aí eu teria tanto cacareco de herança, que bom seria... mas eles adoram (adoravam) colocar tudo fora, "temos que renovar", "é a modernidade", grrrrrrr. Enfim...




Não lembro mais o que eu ia realmente falar quando comecei esse post, que infortúnio. Definitivamente minha memória não é mais a mesma e vocês, que têm vinte e poucos anos, vão passar por isso em breve, acontece com todo mundo. Daqui a pouco vamos servir apenas pra acordar às 5h da madrugada pra varrer a calçada e também pra dar conselhos, porque anciãos são sábios! Aguardem.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

"Meu anjo"

Dia lindo! Finalmente o sol apareceu pra colorir a vida. Não, eu não vou reclamar do frio, porque alguém vai dizer: "O sol tá quente" e tenho certeza que muitos doentes estão com o ar condicionado de seus escritórios/casas/carros ligados no gelado. Também não vou comentar da madrugada gélida que tivemos, que às 7h estava 9,2° (informação da Somar Metereologia) e às 13h estava 29,1° (informação do meu termômetro da sacada). Legal, né? Uma variação de 20 graus! Saí na rua há pouco tempo e passei frio, vestindo calça, blusa, casaco e chinelo. No sol até que fica levemente agradável, mas agora dentro de casa com o sol batendo na minha cara tô louca de calor! Já tirei o casaco, fiz a calça virar bermuda e estou suando. Mas eu não vou falar disso, agora não, vou falar o que eu quero mesmo falar.

Não entendo qual a dificuldade que algumas (muitas) pessoas têm de nos chamar pelo nome. Dá pra entender quando, por exemplo, a criatura se chama "Onigmolino", como um senhor que conheci há alguns anos. Aí é perdoável chamá-lo pelo sobrenome, apelido, codinome ou o caralho-a-quatro, mas nomes comuns e fáceis não têm mistério, é simples e não dói. Liguei agora pouco pra pedir água mineral e a menina perguntou meu nome, eu respondi e logo ela já usou o diminutivo dele pra fazer as outras perguntas. Eu disse com todas as oito letras em alto e bom som meu nome e ela decidiu me chamar por um apelido sem eu dar essa liberdade. Tá certo que todas as pessoas que me conhecem me chamam pelo diminutivo, mas eu acabei de conhecer a "moça da água" e ela já vem com intimidades? Não gosto disso. É, eu sou chata.
Mas o pior ainda estava por vir. Perguntei quanto tempo levaria para fazer a entrega e com a maior naturalidade ela me disse: "Olha meu anjo apesar do movimento, te entrego até às 16:30". Ela me chamou de MEU ANJO! Ultrajante! Não era mais o diminutivo do meu nome, agora era um apelido carinhoso e ridículo. Sinto que agora sou íntima da moça da água, vou aproveitar e pedir dinheiro emprestado pra ela, se eu sou um anjo devo ser confiável, né? As pessoas confiam nos seus anjos. Eu nem sei se acredito em Deus, imagina em anjos? Porra, eu não sou um anjo, eu poderia ser uma assassina em série matadora de entregadores de água, aí será que ela se sentiria bem tendo sido tão minha amiga? Eu poderia ser amante do marido dela. Eu poderia ser a Suzane Richthofen. Ou pior ainda eu poderia ser a Miranda Priestly, do Diabo Veste Prada. Entendo que alguns vão dizer: "É modo de falar, não seja tão implicante", mas eu não gosto disso! Crianças podem ser chamadas de anjo, não que eu concorde, mas elas têm mais chance de pelo menos parecerem seres angelicais. E eu não sou criança, garanto que sou mais velha que a moça da água. Será que tenho voz de criança? Minha voz é de taquara rachada eu sei, mas não serve como voz de criança, né? Tipo a Iara Jamra, aquela atriz que faz a Nina no Rá-Tim-Bum, a voz dela é assim de verdade sabiam? Pois é. E eu até que imito ela, mas não tenho voz de criança e ponto final.

Da próxima vez que me tratarem por meu anjo ou algo parecido, vou perguntar o motivo, juro que vou. Ou talvez eu simplesmente responda: "Mas quero a água Fonte de Belém tá, meu satanás?"

terça-feira, 27 de abril de 2010

Insônia

03:42 - Insônia devido à fome. Acontece muito, eu deito já com um pouquinho de fome e demoro a dormir. Essa demora vai me deixando nervosa porque fora o fato de eu ter que acordar às 9:30 da madrugada, tenho preguiça de levantar, percorrer o longo caminho de cinco passos até a cozinha e comer algo. Isso é muito difícil, pior ainda é achar algo de comer, que não necessite de preparo. Aí aconteceu o pior: minha barriga roncou tão alto que acordou o "rapaz" ao meu lado. Tive que levantar, comi um enorme croissant de presunto e queijo, um bolinho decorado que ganhei de páscoa e o resto de um Cheetos Bola, que apodrecia há semanas na fruteira. Vim pra sala e liguei a TV, esse é o tipo de coisa que não devo fazer nessas horas porque sempre tá passando algo que eu adoro, ao contrário de noites em que posso assistir TV a madrugada inteira e só passa programas religiosos. Acontece que está passando um episódio que eu nunca assisti da Veronica (Mars), mas isso não é novidade porque eu nunca consigo acompanhar os episódios, pois o SBT é uma droga! Enfim, a Veronica foi atacada e quase estuprada por coleguinhas da faculdade, mas eles foram presos e tudo acabou bem, como (quase) sempre. Às vezes penso que seria legal ter um pai xerife, se existisse isso aqui, porque o Keith sempre a salva, ele é um pai muito dedicado.

Acho que devo tentar dormir agora porque já está passando jornal na TV e daqui a pouco vou ficar com fome de novo. E não sobrou nada pra comer que não precise ser preparado e a preguiça mata. Fui!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Acabou...

Com um atraso de mais de dois meses fiquei sabendo hoje que o Cordel do Fogo Encantado acabou. Acabou acabado! Por que isso acontece? Sei que é a vida, as coisas começam e acabam, nada é pra sempre e músicos uma hora ou outra querem explorar novos caminhos, mas tinha que ser agora? Tão cedo... eu nem assisti show deles nos últimos três anos, estava esperando 2010 pra isso. Só descobri porque fui olhar a agenda deles no site e vi que estava suspenso, aí achei a notícia do término. Fiquei desolada. Por que grupos de funk não acabam? Nem de axé? Ou as mulheres frutas amadurecem e caem do galho? Sei que é preconceito, mas fico realmente triste quando as coisas que eu gosto acabam ou mudam ou morrem. Mas pra não dizer que tudo é ruim (porque por mais desgraçada que seja a situação, uma boa menina sempre tem que "olhar pelo lado positivo" grrrrr), fiquei contente pelo motivo que levou o grupo ao fim. Lirinha, um dos fundadores, anunciou alguns dias antes sua saída do Cordel e os guris que permaneceram acreditavam que sem Lirinha a continuidade do grupo ficava impossibilitada, legal, né? É como se eles tivessem ficado tristes e não quisessem continuar a vida do grupo sem ele, que lindo! Porque eu não conheço uma banda que tenha continuado igual após a saída de um importante componente, tá certo que não conheço todas as histórias de todas as bandas, mas sempre muda alguma coisa. Se bem que mudar não é ruim, mas pra mim é, não gosto de mudanças e como esse Blog é meu, eu tenho o direito e a liberdade pra expor única e exclusivamente a minha opinião, ok? Enfim, talvez daqui a pouco Lirinha e os outros guris - mesmo separados - apareçam com alguma coisa maravilhosa pra gente prestigiar, porque tudo que vem deles é bom e digno de admiração.

Pra quem não conhece o Cordel vou colar a letra da minha música favorita deles, bonita e romântica, pra quem acredita no amor ou para quem, assim como eu, apenas finge que ele existe, rsrsrs. Foi difícil escolher apenas uma e depois de toda a indecisão descobri que não sei salvar vídeos, por isso vou colocar apenas a letra e assim que eu aprender coloco aqui, porque ouvir o Cordel é infinitamente melhor do que apenas ler as letras. A composição é de Interpretação De Imagens Vindas, na Música Dos Emboladores Da Pracinha Do Diário - Adaptação: Lirinha.


OS OÍM DO MEU AMOR

Ê nunca mais eu vi
Os oím do meu amor
Nunca mais eu vi
Os oím dela brilhar
Nunca mais eu vi
Os oím do meu amor
São dois jarrinho de flor
E todo mundo quer cheirar


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Vou sentir falta, muita falta do Cordel... que tem um bom espaço na trilha sonora da minha vida. E daqueles shows deliciosos que assisti no Opinião.

Tá e aí?

Será que não vai parar de chover nunca mais?!?! Que saco...

Pelo menos consegui lavar meu cabelo, o que não é tarefa fácil, ainda mais com esse frio. Ai ai... que preguiça.

Noite de domingo

Como pode alguém dizer que 20 graus não é frio? A sensação térmica deve ser de uns 16, e isso é quase inverno! Eu sempre digo que vou anotar na minha agenda (quando eu me presto a comprar a agenda do ano, no mesmo ano em que estou) como o clima se comportou dia-a-dia nessa maravilhosa Porto Alegre. A cidade do clima ameno, com as quatro estações superdefinidas, de padrão europeu, onde os britânicos ops, porto-alegrenses andam com os vidros fechados de seus carros importados com o adesivo “Crack Nem Pensar”, amedrontados quando o malabarista da sinaleira vem buscar suas moedas. Estou mudando de assunto, desculpe, meu pé gelado apesar da meia e do edredon me lembrou que a conversa era outra. Estava falando sobre essa noite de domingo fria, chuvosa e entediante. Mas não tão deprimente como costumam ser as noites de domingo, não só porque meu time ganhou o Grenal e está bem perto da conquista do Gauchão, mas porque assisti alguns filmes desde a madrugada passada e filmes me alegram! Mudei de assunto mas não voltei ao inicial, vamos ao frio então (que horror). Mas já que não posso fugir do frio, ainda, gostaria apenas que ele viesse devagar, aos poucos, pra eu ir me acostumando e não que no mesmo dia a temperatura oscilasse entre 14 e 30 graus, porque não há saúde que aguente. A ideia de acompanhar o comportamento do clima durante o ano parece besta, mas pode me dar dados importantes para contradizer aqueles que veneram Porto Alegre por seu clima. Não me entenda mal, eu adoro minha cidade, de verdade! Nasci aqui, cresci aqui e estou aqui há 29 anos (que deprimente! (pelos dois motivos: nunca ter saído daqui e estar beirando os 30)) Tem a Feira do Livro, o rio-que-não-é-rio Guaíba, o TSP, o tricolor melhor time do mundo, o chimarrão, a Cidade Baixa e etc, mas vamos ser sinceros, né? O povo daqui é muito fanático, chega a dar nojo, é como se fossem superiores ao resto da humanidade. Até eu que tenho um gênio complicado e sou de difícil convivência, que defendo com unhas e dentes as coisas/pessoas que amo, acho esse fervor excessivo um desrespeito. É louvável esse patriotismo (hã?) e tal, mas tudo tem limite e a verdade tem que ser dita: faz calor de 30 graus em agosto, faz frio de usar blusa de lã em dezembro, chove torrencialmente no outono e em fevereiro não queira curtir praia porque é frio e chove! Então eu juro, que a partir de 2011 vou anotar na minha agenda (de 2011, que vou comprar até dia 05 de janeiro de 2011) as máximas e as mínimas de temperatura que meu termômetro da sacada marcar, e vou ainda observar o quanto choveu ou o quanto o sol estava quente. Aí depois disso quero ver se algum corajoso vai propagar aos quatro ventos que Porto Alegre é a melhor cidade pra se viver, que o clima é ameno, que as pessoas são felizes e educadas. Só por cima do meu cadáver! Porque com meus dados que serão transformados em informação através de um longo estudo quali-quantitativo (socorro!) vou provar que essa cidade é boa apenas pra se ter amidalite, gripes e todas as doenças provocadas pelas constantes e desgraçadas mudanças de temperatura!

Bem, talvez eu não perca tanto tempo com esse estudo e simplesmente saia de vez do sul do país para uma cidade paradisíaca lá de cima, onde faça 30 graus todos os dias o dia inteiro! Bem melhor, né?