quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mentiras Sinceras - O filme

Insônia. Mente inquieta, pensamentos que não param. Depois de quarenta minutos tentando inicar uma oração, depois de virar na cama umas dez vezes e de acordar o rapaz ao meu lado umas sete vezes, desisti. É complicado tentar dormir num horário em que não estamos acostumados. São apenas 3h51min e eu não durmo antes das 5h nas últimas semanas. Ai ai, não sei porque essa minha agitação noturna - logo eu que sou tão calma, rsrsrs - já que hoje, que já é ontem, foi um dia tão proveitoso e amanhã, que já é hoje, eu começo um novo trabalho! Enfim...

Dei sorte que no Corujão está passando Mentiras Sinceras e eu gostei muito quando assisti esse filme pela primeira vez. Tá certo que foi o título que chamou minha atenção na época, por causa da música do Cazuza, mas aconteceu que gostei dele mesmo. Foi a partir dele que comecei a gostar do Tom Wilkinson, não sei se foi dele ou do personagem, mas hoje gosto dos dois. O cara fica sabendo que a mulher, com quem ele achava que era tão feliz, atropelou e matou um homem. E esse homem era marido da empregada querida deles. E a mulher estava dirigindo o carro de outro cara no atropelamento. E esse outro cara era amante dela. E eles estavam bêbados. Quanta desgraça junta. Como esse marido ficou do lado dela? É uma pergunta que não quer calar. Ele a perdoou, a apoiou e tentou defendê-la de qualquer suspeita. Convenhamos, essa história só podia ser ficção mesmo. Não que eu ache certo ou errado, é só uma constatação, rsrsrs. Ou eu vivo num outro mundo completamente diferente do roteirista (o que é bem provável porque ele deve morar em Hollywood e eu em Porto Alegre, ah não, o filme é europeu) ou esse filme é no mínimo surreal. O marido não só fica ao lado da mulher, como aguenta firme os encontros dela com o amante, porque mesmo depois de matar o coitado do marido da empregada, eles continuam se encontrando, cretinos! Porém, contudo, todavia, entretanto, percebe-se que o marido traído não tinha uma relação assim tão feliz como supunha. Aqui vai um diálogo do casal:

Ele: você quer o divórcio?
Ela: eu só quero que todo mundo pare de ser tão infeliz.

Aí fiquei com pena dela, coitada. Servindo de Amélia pro cara a vida toda, cozinhando, servindo, lavando, passando e ele nem aí pra felicidade dela. Um amante não foi uma alternativa tão ruim assim, né? Que fiquei bem claro, não estou apoiando a bigamia, estou apenas analisando a situação, ok? E ainda nesse mesmo diálogo, eu acho, ele reclama pra ela que eles deveriam ter tido um filho. Ó deus! Porque casais à beira do abismo sempre acham que ter filhos solucionaria tudo? A responsabilidade de manter o relacionamento é exclusiva do homem e da mulher, não adianta colocar esse fardo num pobre bebê inocente. Entenderam???

Bem, não vou contar o desenrolar do filme, fiquem curiosos lálálálálá. Só digo que vale a pena assistir.

Droga... já tô com fome, vou ter que ir lá na cozinha fazer algo pra comer, que sacrifício. Queria gritar: Manhê!!!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Ter ou não ter?

"Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria."



Um amigo me mostrou essa frase há algum tempo e tenho pensado bastante nela. Meu amigo disse que é com essa frase que Machado de Assis finaliza Memórias Póstumas de Brás Cubas, mas como eu nunca li (não me matem! Alguns livros para o vestibular eu só li os resumos, rsrsrs) não posso dar certeza absoluta que a fonte é quente. Pesquisando na internet encontrei em alguns sites essa mesma informação, então acredito que seja mesmo. De qualquer forma, pretendo comprar o livro em breve e daí vou ter certeza. Pra quê tanta neurose em provar a veracidade da informação? Bibliotecários servem pra isso, também. E outra, essa tal internet tem tanta porcaria que a gente não deve sair confiando assim. Existem tantos Blogs bestas, sem noção, com linguagem chula, falando bobagens inúteis. Esses jovens...


Retomando o assunto principal, quando li a tal frase pela primeira vez senti um alívio tão grande porque achei que só eu (e alguns bons amigos) pensasse assim. E a frase não foi dita por uma jovem revoltada, foi por Machado de Assis! Se ele pensava isso de fato ou se era o personagem não sei e não importa. O que importa é que alguém já antes da loucura do século XXI tinha noção de que ter filhos não é a salvação do mundo. Isso significa que não estou sozinha nessa pois existem pessoas que concordam comigo. Sempre pensei que eu não podia ser um caso isolado. Viva! Agora vou me exibir bastante dizendo que o "pai" da Capitu concorda comigo lálálálálá.

Eu não quero ter filhos e vejo que essa ideia é mais comum do que se pensa. Muitos amigos, conhecidos, conhecidos de amigos e amigos de amigos já expuseram essa ideia também. E não, eu não vou me aprofundar nas razões de cada um, muito menos nas minhas porque senão esse post vai acabar no Natal. Meu intuito é mostrar essa frase pra quem não conhece, para que talvez possa refletir sobre ela e repensar algumas verdades que nos foram impostas há milênios.


Será que é justo colocar um ser nesse mundo apenas porque queremos selar um amor? Eu sei, não sou romântica. E não, não estou fazendo apologia à adoção, mas ela até pode ser uma solução pra quantidade de órfãos de pais vivos espalhados pelo mundo.

Acredito que pensar não custa nada e talvez aquela frase "quem pensa não casa" estivesse justamente dizendo pra pessoa não casar. Tomar decisões enlouquecidamente sem pesar as consequências pode ser divertido para agarrar alguém numa festa ou pra pintar o cabelo de azul, mas pra gerar uma pessoa? Acho que deve ser bem pensado.


Esse texto pode não ser engraçado mas tentei abordar o tema de forma leve. Gostaria apenas que mais pessoas pensassem nisso, porque acredito que o poder de dar a vida, assim como outras formas de poder, não deveriam ser usadas indiscriminadamente.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Espíritos?





Algo muito estranho está acontecendo nesse exato momento comigo. Sabe aquele bate-papo do Yahoo? Pois é, abri meu email agora e vi que a única pessoa disponível para bate-papo sou eu mesma! Como pode isso? Normalmente ali ficam os nomes dos meus contatos e eu não sou contato de mim mesma (ou sou?). O mais sombrio é que eu chamei a mim mesma pra conversar. E vocês não vão acreditar que eu respondi pra mim mesma! Ó Deus, será um espírito meu online em algum outro lugar do mundo? Não, peraí... hahahahaha. Eu respondi pra mim mesma a mesma coisa que eu mesma perguntei pra mim mesma. Legítima conversa de louco, será que estou nos quadrinhos do Cebolinha e nem percebi?

Pra elucidar tal questão perturbadora dessa minha madrugada, vou reproduzir a conversa aqui.

Eu: oi
Fulana de tal (meu nome): oi
Eu: quem é vc?
Fulana de tal: quem é vc?
Eu: tá de brincadeira?
Fulana de tal: tá de brincadeira?
Eu: ai ai ai
Fulana de tal: ai ai ai
Eu: qual é a tua?
Fulana de tal: qual é a tua?
Eu: ô sua cretina!
Fulana de tal ô sua cretina!
Eu: cretina é tu, piranha!
Fulana de tal: cretina é tu, piranha!

Depois dessa resolvi parar antes que começasse a dar socos em mim mesma.
Tá certo que eu gosto de falar sozinha e sou meio pirada, mas isso já é demais, não?
Ou essa piranha (que espero não ser eu) é uma louca varrida ou é um clone meu ou são espíritos zombeteiros... ai lembrei de Poltergeist, vou desligar esse computador antes que eu entre pra dentro da tela, como a Carol Anne do filme. Meeedooo!






segunda-feira, 10 de maio de 2010

Baixo nível em Altas Horas

Eu não sei como ainda fico surpresa com o nível dos programas de TV. Já faz tempo que tudo vai de mal a pior, mas como sou viciada em televisão, tento o máximo que posso tirar bom proveito de um programa aqui, uma novelinha ali. Eu sei que essa caixinha é uma merda, que só serve pra "evaporar o cérebro", como disse Miss Daisy, mas cada um com seus problemas. Eu não me meto nos vícios alheios, então não se metam nos meus! Não dou chá de moral no flanelinha aqui da rua que cheira cola, não discuto os malefícios do álcool meus tios cachaceiros, não critico o Tiger Woods por sua dependência sexual, muito menos incomodo minha mãe pra parar de fumar. Cada um sabe dos seus vícios e sabe o quanto é difícil parar. E não tem coisa mais chata do que ouvir o seguinte comentário, de uma pessoa supercorreta quando tu acende um cigarro: "sabia que isso vai te matar?" Que gente mais insuportável! Como disse um sábio artista musical, cada um no seu quadrado.
E como meu vício em TV não prejudica ninguém, além de mim mesma, vou continuar assistindo até quando me der na telha!

Voltando ao assunto, é incrível como programas que foram bons por duas ou três semanas continuam tão bem quistos passados dez anos, sendo que estão cada vez mais clichês e entediantes. A madrugada é o período menos pior de programação televisiva, exceto aos sábados, quando não temos opções além dos filmes pornôs da Band. Aí um dias desses o Altas Horas conseguiu a façanha de me prender apenas porque o MV Bill estava sendo entrevistado. Adoro ele, pelo artista que é e mais ainda pelo homem, por suas ideias, opiniões e franqueza. Ele falou do filme no qual atuou recentemente, interpretando um presidiário. Gostei muito de ver algo útil na televisão naquela madrugada, apesar de detestar quando a platéia começa a fazer aquelas perguntas estúpidas, tipo: "qual o momento mais marcante na tua carreira?", "qual recado tu gostaria de dar pra aqueles que estão começando" ou "como começou tua carreira", pergunta feita, por exemplo, pra Milton Nascimento. Que gente burra! Não tem algo interessante pra perguntar, cala a boca! Mas o pior é quando o entrevistador, no caso apresentador, resolve dar uma de anta. A última pergunta do Serginho pro MV Bill foi: "e você, já foi preso?" Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem... Santo Deus! Isso é pergunta que se faça?? Por acaso alguém perguntou pra Ana Paula Arósio se ela já se prostituiu, por ela ter estrelado Hilda Furacão? Ou questionaram o Clint Eastwood se alguma vez praticou a eutanásia, como em Menina de Ouro? Será que alguém perguntou à Demi Moore se ela já havia feito sexo com um fantasma, fora do Ghost? Gente, isso é ficção. Deve ser difícil distinguir vida e arte, né? Nãããããão, é mentira! Isso é preconceito, é racismo! Só porque o cara é negro, tem que ouvir esse tipo de pergunta. Só porque nasceu e viveu numa favela é provável que tenha sido preso, claro! Negros, pobres, favelados não têm outro destino. E só "viram artistas" depois de passar pelo mundo do crime e se arrependerem. Isso é absurdo!
Eu que nunca fui com a cara de jornalistas/entrevistadores/apresentadores, agora estou totalmente decepcionada...


E nós ainda escutamos sempre tais baboseiras: "Imagina... a escravidão acabou e o racismo também", "O Brasil é um país de todos, livre de preconceito" e "a mídia é totalmente neutra". Hahahahaha.

Que vergonha pertencer a esse mundo.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Sem ideia pra título

Inter em campo, ganhando o jogo, que saco.

Aquele "rapaz" me tonteando, falando sozinho, o bom é que posso apenas dizer "aham", "sim, claro" ou "hahahaha", que ele está tão absorto em suas loucuras comerciais que nem presta atenção no que eu respondo. Ponto pra mim!




Hoje vi tanta coisa linda numa loja de coisas velhas, fico pensando que se eu pudesse compraria um apartamento de seis quartos. Um para dormir, outro para o closet e os outros quatro só pra encher de cacarecos. Adoro isso! Colocaria móveis lindos antigos e sobre eles minhas Barbies e joguinhos de quando era criança. Ultimamente ando aficionada por máquinas de costura, vou nos briques e fico namorando elas. Esses dias tinha uma tão linda, que decoraria um dos seis quartos que não tenho. E não era caro. Sei que todo mundo vai dizer: "Mas tu não costura!". É verdade, mas esso é o tipo de coisa que se aprende. Minha irmã comprou uma de última geração e tá enfiada no roupeiro há meses, porque ela também não sabe costurar. Pelo menos a minha eu usaria como peça de decoração, muito mais útil, né?

Mas essa andança toda de hoje não serviu apenas pra os ácaros invadirem todo meu corpo, fazendo minha rinite reaparecer, fiz umas boas aquisições. Comprei uns discos (LPs) do Cazuza que me faltavam, é tão bom completar uma coleção. R$ 3,00 cada um, será que Cazuza está se revirando na cova por ver sua obra ser vendida por tão pouco? Acho que não, ele deve estar atualizado lá no céu e sabe que há mais de quinze anos a onda é o CD, esse sim é caro.

Comprei também um prato igual o que minha vó usava quando eu era criança, sou muito saudosista, eu sei. Eu gosto das coisas antigas. E gostaria que minha família fosse assim também, porque aí eu teria tanto cacareco de herança, que bom seria... mas eles adoram (adoravam) colocar tudo fora, "temos que renovar", "é a modernidade", grrrrrrr. Enfim...




Não lembro mais o que eu ia realmente falar quando comecei esse post, que infortúnio. Definitivamente minha memória não é mais a mesma e vocês, que têm vinte e poucos anos, vão passar por isso em breve, acontece com todo mundo. Daqui a pouco vamos servir apenas pra acordar às 5h da madrugada pra varrer a calçada e também pra dar conselhos, porque anciãos são sábios! Aguardem.