Hoje à tarde comecei a assistir o presente que mami me deu de Páscoa: o box de Sex and the City. Um pouco tarde, eu sei, mas andei meio ocupada nos últimos 3 meses. Mentira! Eu sempre tenho mil coisas pra fazer, afinal a rotina de 'cafetina' (como diz aquele rapaz) não é fácil e sou tão tão tão desorganizada que não consigo ter tempo pra coisas simples como assistir um episódio de 25 minutos. Na real acho que a culpa não é apenas da minha total falta de organização, que aliada ao meu sério problema de não me sentir sempre à vontade morando com outra pessoa, me bloqueia pra fazer algo simples, como assistir a um seriado bobo que eu adoro. É, eu sou estranha.

O assunto vem a calhar porque o último espisódio que assisti chamava "Solteira e Fabulosa?" e as quatro amigas entraram em parafuso ao perceberem que talvez estivessem fingindo que a vida single fosse uma maravilha. Em um momento Carrie diz: 'desde quando a solidão era a lepra dos tempos modernos?' e eu lembrei de quantas vezes eu disse isso (tá, não desse jeito, mas vocês entenderam). E me perguntei se talvez eu também não fingisse acreditar piamente nessa teoria apenas porque era uma solteira convicta. Me perguntei e ainda não me respondi porque não sei! Será que eu banquei a forte, a autosuficiente, a 'deusmelivre de casar' por medo? Ihh o que vão dizer meus correligionários? Primeiro, a solteira convicta aqui conhece alguém e resolve ir morar com ele menos de um mês depois do 1º encontro. Agora, ela se questiona sobre sua ideia de individualidade, de cada um ter sua casa, cada um no seu quadrado e que a vida sozinha não significa viver na solidão e blábláblá. Qual será o próximo passo? Casar de véu e grinalda, ter 3 filhos, parar de trabalhar, receber mesada do marido e ter como diversão de fim de semana assistir ao macho jogar futebol enquanto conversa sobre fraldas, assaduras e traições com as mulheres dos seus amigos. E no domingo o tradicional almoço na sogra. Meu deus não!!! Só de escrever isso já me deu um nervoso! Mas é contraditório, como eu posso defender a boa vida de solteira se sou (na prática) casada? Tá, eu sei, aquele rapaz é o oposto de um marido chato, machista,egoísta e eu sequer chego perto da cozinha, mas será que isso vale? Quero dizer, é como defender os direitos dos animais e comer uma picanha suculenta no domingo. É como uma pedagoda, que defende veementemente o diálogo e a não-violência na educação dos filhos, chegar em casa e dar uma camassada de pau na filha porque ela não escovou os dentes.
Se bem que... eu defendo os animais e voltei a comer carne, acho que sou um monstro! Acho que o que realmente me incomoda nas relações marido-mulher (porque eu digo meu marido e o homem diz minha mulher? odeio isso!) é a dependência feminina, o viver a vida dele e esquecer da sua, deixar de lado seus desejos e vontades para satisfazer as dele, deixar ele tomar conta de você, mas não no sentido de proteger mas de querer satisfação de todos os seus passos. Se querem me chamar de feminista, obrigada, é um grande elogio. O que não suporto, não admito é ouvir que lugar de mulher é na cozinha, ou aqueles que se dizem liberais: 'tudo bem mulher trabalhar fora, desde que eu chegue em casa e meu jantar esteja pronto, a roupa lavada, a casa limpa e as crianças de banho tomado'.
Mulheres do meu Brasil (rsrsrs): não deixem isso acontecer! Não vale a pena... tudo bem ser (ou ficar) solteira aos 30, 40, 50, existe vida fora do casamento! E uma vida bem melhor do que a de lavar cuecas. E é óbvio que vocês podem encontrar alguém (homem ou mulher) bacana, divertido, inteligente e moderno por aí. Quanto aos homens, são poucos, mas eles existem, até eu encontrei! hehehehe.
Nós somos fabulosas! Solteira, casada, mais ou menos, viúva, nós somos fabulosas sim! Importante é não ter medo. Nem da solidão, nem das relações, algumas valem a pena, e só tentando que a gente descobre né?
Boa semana!
Solteiras ou independentes? Single é fácil ser. Independente é ter estado de espírito.
ResponderExcluirÉ o que importa. Mulheres independentes são atraentes por sí. Adoro glosssss. Bj.