domingo, 4 de setembro de 2011

O clube do filme - O livro


Terminei agora de ler 'O Clube do Filme', de David Gilmour. De todos as escritas do livro, a que mais gostei foi a dedicatória de quem me presenteou:


"Para minha melhor amiga, o que há de grandioso.
Para minha melhor amiga, um clube cheio de filmes com diversão e entretenimento. Para minha melhor amiga, a mais louca das bibliotecárias! E nós sabemos: para ser dos melhores é preciso ser louco!"


Fico pensando se essa história (verídica) tivesse acontecido comigo. Tirando todas as impossibilidades e só imaginando, se minha mãe tivesse permitido que eu não fizesse o ensino médio, que me irritava com a inutilidade da matemática, física, química, etc. Em troca eu não precisaria trabalhar, mas deveria assistir com ela a três filmes por semana, escolhidos por ela. Acredito que - apesar de ser arriscado supor algo desse tipo - duas coisas certas resultariam disso:


1) Eu não teria ensino superior hoje, porque já foi difícil tendo estudado na época certa, por pior que fosse minha escola, ainda assim me ajudou pra alguma coisa.



2) Os filmes escolhidos pela minha mãe não seriam as obras primas que David escolheu. E isso não é um ponto negativo, muito pelo contrário! O cara é crítico de cinema e como todos dessa categoria são superintelectuais e exageradamente esnobes, só importa o cinema-arte. E eu tô cagando pra isso!


Aprendi a gostar de filmes com minha mãe, assistindo tudo que passava na nossa televisão preto e branca sem antena nos anos 80, que o som aumentava e dominuía sozinho. Pobreza? Falta de cultura? Não! Comecei a ir ao cinema bem pequena, levada por minha mãe. E se hoje sou apaixonada por filmes o mérito é dela, obrigada mãe! Não fossem aqueles filmes de terror e os romances que assistíamos à noite, e os dramas e aventuras da sessão da tarde, hoje eu não apreciaria filmes. Filmes simplesmente, mesmo sem a tal arte, porcarias, aqueles sem noção, mas que me divertem, que me dão prazer. Uma boa história, mesmo com péssimas atuações e vice-versa, ou mesmo aqueles que me fizeram perder duas horas da minha vida que jamais vou recuperar hehehe. Eu gosto mesmo é da sensação de estar em frente à tv, comendo chocolate e viajando na onda (uhu sou do surf agora!) do filme!







Um comentário:

  1. Uma das lembranças mais remotas que tenho é minha mãe com meu irmão e eu na fila do cinema para ver 'Lua de Cristal', lá em 1990. hehehehe E aí pensando nessas coisas sempre lembro do di que vimos 'O Homem que Copiava' na Casa de Cultura. Teve épocas que eu fiquei chato pra filmes, não que hoje ainda não seja, mas sou bem menos. Consigo sentar e desopilar tranquilamente. Isso não impede que os use para o aprofundamento de idéias outras e etc. Já fizemos algumas listas de filmes, né? Nossa... Bom, é isso, tá escrevendo muito bem, hein?! =) Que maravilha! Beijo!

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